Vamos aprender brincando
Onde se esconde um ladrão
Dentro de um terno e gravata
Travestido de cidadão
Tem ladrão pra todo lado
Do pequeno ao bem maior
Se quiser pegar com a mão
Vem pra cidade de três Ó.
Rouba a mãe e rouba a tia
A prima, a irmã e a vó
Rouba até quem já morreu
Nem das velhinhas tem dó.
Roubam na cara de pau
E pedem aplausos aos ladrões
Exibem como troféus
As carteiras de charlatões.
Fazem de letrados analfabetos
Pensam que enganam quem pensa
Roubam por idolatria
Já virou uma doença.
É praga que espalha ódio
Que mata a esperança
Destrói sonhos, abre feridas
E do mal nunca se cansa.
Mas ruas, becos ou palácios
Impera a impunidade
Quem roubou e não foi punido
Vira vício,com requinte de crueldade.
É quatro pra mim e um pra tu
A partilha do ladrão
Só rende pro lado dele
E ainda diz ser cristão.
Rouba hoje não é pego
Se acostuma quer de novo
Vai do pouquinho aos milhões
Tudo para o "bem"do povo!
Se vier um camburão
E gritar pega ladrão
Tem que falar cabe não !
Tem que vir num avião.
Tem gente que ainda prefere
Moscas do que as abelhas
As abelhas amam o mel
As moscas adoram a sujeira.
Convencer a uma mosca
Que mel é melhor que bosta
Na cidade de três Ó
É já contar com a derrota.
Eu que amo a poesia
Conto em rima essa desgraça
Pra desabafar em versos
No debulhado da Alma.
Por Madalena França em 14/08/2026.

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