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sábado, 23 de novembro de 2019

Lula: a escravidão não acabou


O ex-presidente Lula negou nesta sexta (22) em discurso no 7º Congresso PT, em São Paulo, que esteja mais radical.O petista assegurou que está mais consciente porque leu bastante na prisão sobre a escravidão.“Eu não estou mais radical. Estou mais consciente. Eu nunca li tanto sobre a escravidão como li na prisão. E sei que ela não acabou”, disse.Segundo o ex-presidente, a luta é pela igualdade de oportunidades.“Queremos que o filho do pobre tenha a mesma oportunidade que o filho do rico. Isso é ser polarizador?”, questionou.O ex-presidente Lula garantiu que está com mais disposição de lutar do que eu já tive em qualquer outro momento.“Vou rodar esse país, não apenas infernizando a vida deles, mas para defender o povo brasileiro, que não merece viver o que está vivendo”, discursou.
Companheiras e companheiros do PT,
Convidados de todo o Brasil e de outros países,
Minhas amigas, meus amigos,
Esperei muito tempo para poder falar livremente ao povo brasileiro. Esse dia finalmente chegou, e minha primeira palavra tem de ser de agradecimento, pela solidariedade, pelo carinho e pelas manifestações de quem não desistiu de lutar e vai continuar lutando pela verdadeira justiça.
Durante 580 dias fui isolado da família, dos amigos e companheiros, apartado do povo, mesmo tendo o direito constitucional de recorrer em liberdade contra a sentença injusta e fraudulenta de um juiz parcial. Um direito que somente agora foi proclamado pelo Supremo Tribunal Federal, para todos, sem exceção.
Com as armas da verdade e da lei, continuarei lutando para que os tribunais reconheçam, agora, que fui condenado por quem sequer poderia ter me julgado: um ex-juiz que atuou fora da lei, grampeou advogados, mentiu ao país e aos tribunais, antes de desnudar seus objetivos políticos. Lutarei para que seja anulada a sentença e me deem o julgamento justo que não tive.
Aos 74 anos de idade, não tenho no coração lugar para ódio e rancor. Mas quem nesse país já sofreu a humilhação de uma acusação falsa, por causa da cor de sua pele ou por sua origem social humilde, conhece o peso do preconceito e é capaz de sentir o quanto fui ferido em minha dignidade. E isso não se apaga.
Nada nem ninguém vai devolver o pedaço arrancado da minha existência, mas quero dizer que aproveitei esses 580 dias para ler, estudar, refletir e reforçar meu compromisso com o Brasil e com nosso povo sofrido. Voltei com muita vontade de falar sobre o presente e principalmente sobre o futuro do Brasil.
Mas logo depois da minha primeira fala, de volta ao sindicato onde passei o último momento de liberdade, disseram que eu deveria ter cuidado para não polarizar o país. Que seria melhor calar certas verdades para não tumultuar o ambiente político, para o PT não provocar uma ameaça à democracia.
Vamos deixar uma coisa bem clara: se existe um partido identificado com a democracia no Brasil é o Partido dos Trabalhadores. O PT nasceu lutando pela liberdade durante a ditadura. Não tentem negar essa verdade porque nós apanhamos da repressão, fomos perseguidos, presos e enquadrados na Lei de Segurança Nacional por defender essa ideia.
Desde que foi criado, há quase 40 anos, o PT disputou dentro da lei e pacificamente todas as eleições neste país. Quando perdemos, aceitamos o resultado e fizemos oposição, como determinaram as urnas. Quando vencemos, governamos com diálogo social, participação popular e respeito às instituições.
Outros partidos mudaram as regras da reeleição em benefício próprio. Nós rejeitamos essa ideia, mesmo gozando de uma aprovação que nenhum outro governo jamais teve, porque sempre entendemos que não se pode brincar com a democracia.
Não fomos nós que falamos em fechar o Congresso, muito menos o Supremo, com um cabo e um soldado. Em nossos governos, as Forças Armadas foram respeitadas e os chefes militares respeitaram as instituições, cumprindo estritamente o papel que a Constituição lhes reserva. Nenhum general deu murro na mesa nem esbravejou contra líderes políticos.
Não fomos nós que pedimos anulação do pleito só para desgastar o partido vencedor; que sabotamos a economia do país para forçar um impeachment sem crime; que sustentamos uma farsa judicial e midiática para tirar do páreo o candidato líder nas pesquisas.
Não fomos nós os responsáveis, ativos ou omissos, pela eleição de um candidato que tem ojeriza à democracia; que foi poupado de enfrentar o debate de propostas, que montou uma indústria de mentiras com dinheiro sujo, sob a complacência da mesma Justiça Eleitoral que, desacatando uma decisão da ONU, cassou o candidato que poderia derrotá-lo.
São essas pessoas que agora nos dizem para não polarizar o país. Como se polarização fosse sinônimo de extremismo político e ideológico. Como se o Brasil já não estivesse há séculos polarizado entre os poucos que têm tudo e os muitos que nada têm. Como se fosse possível não se opor a um governo de destruição do país, dos direitos, da liberdade e até da civilização.
Aos que criticam ou temem a polarização, temos que ter a coragem de dizer: nós somos, sim, o oposto de Bolsonaro. Não dá para ficar em cima do muro ou no meio do caminho: somos e seremos oposição a esse governo de extrema-direita que gera desemprego e exige que os desempregados paguem a conta.
Somos e seremos oposição a um governo que rasga direitos dos trabalhadores e reduz o valor real do salário mínimo. Que aumenta a extrema pobreza e traz de volta o flagelo da fome. Que destrói o meio ambiente. Que ataca mulheres, negros, indígenas e a população LGBT; ataca qualquer um que ouse discordar.
Somos, sim, radicais na defesa da soberania nacional, da universidade pública e gratuita, do Sistema Único de Saúde, público, gratuito e universal. Nós não somos meia oposição; somos oposição e meia aos inimigos da educação, da cultura, da ciência e da tecnologia. Nós não aceitamos mais censura, tortura, AI-5 e perseguição a adversários políticos.
Andam negando essa verdade científica, mas a Terra é redonda e nós estamos, sim, em polos opostos: enquanto eles semeiam o ódio, nós vamos mostrar a eles o que o amor é capaz de fazer por este país.
Companheiras e companheiros,
Já foi dito que o PT nasceu para mudar o Brasil. E mudou. Porque trazemos na origem o compromisso com os trabalhadores, com os mais pobres, com os que carregaram ao longo de séculos o peso da exclusão e da desigualdade. Porque pela primeira vez fizemos um governo para todos os brasileiros e brasileiras, e isso fez toda a diferença em nosso país.
Se fosse para governar apenas para uma parte da população, o Brasil não precisaria do PT.
Para o mercado decidir quem pode e quem não pode se aposentar, quanto vai custar o gás de cozinha, o combustível, a energia elétrica, visando somente o lucro, o Brasil não precisaria do PT.
Se fosse para entregar ao estrangeiro as riquezas naturais, o petróleo, as águas, as empresas que o povo brasileiro construiu, o Brasil não precisaria do PT.
Se fosse para queimar a floresta, envenenar a comida com agrotóxicos, deixar impunes crimes como os de Marielle, Mariana, Brumadinho, ignorar desastres como o óleo no litoral do Nordeste, quem precisaria do PT?
Para o filho do rico estudar nas melhores universidades do mundo e o filho do trabalhador ter de largar a escola pra sustentar a família, o Brasil não precisaria do PT.
Se é para alguns terem mansão em Miami e muitos viverem debaixo do viaduto; para o rico ficar isento até do imposto de herança e o trabalhador carregar o peso do imposto de renda, o Brasil não precisaria do PT.
Para manter a mais escandalosa concentração de renda do planeta Terra, para o rico continuar cada vez mais rico e o pobre ficar cada dia mais pobre, aí mesmo é que o Brasil não precisaria do PT.
Porque o maior inimigo do Brasil hoje e desde sempre é a desigualdade, esse vergonhoso fosso em que 1% da população detém 30% da renda nacional e para a metade mais pobre sobram 17%, as migalhas de um banquete indecente.
Mas se este país quer superar a chaga imensa da desigualdade, recuperar a soberania e o seu lugar no mundo, se quer voltar a crescer em benefício de todos os brasileiros e brasileiras, o Partido dos Trabalhadores é mais do que necessário: ele é imprescindível.
Esta é a enorme responsabilidade que estamos recebendo. O Brasil nunca precisou tanto do PT. E o PT tem de ser grande o bastante para corresponder ao que o país espera de nós. Tem de estar unido, forte e cada vez mais conectado com o povo brasileiro.
Temos a responsabilidade de renovar o partido, compreender o que mudou na sociedade brasileira nesses 40 anos e buscar as respostas para os novos desafios. Fomos forjados na luta em defesa da classe trabalhadora.
O peso da injustiça recai hoje sobre os motoristas de aplicativos, os jovens que perdem a saúde e arriscam a vida fazendo entregas em motos, bicicletas, ou mesmo a pé. Os que não têm a quem recorrer por seus direitos, porque a única relação de trabalho que conhecem não é a carteira profissional, mas um telefone celular que ele precisa recarregar desesperadamente.
Esse é o lugar que resta aos deserdados de um modelo neoliberal excludente, cada vez mais desumano. Um mundo em que o mercado é deus e em que a solidariedade deixa de ser um valor universal, substituída por uma competição individualista feroz.
É com esse mundo novo que o PT precisa dialogar, sem abrir mão de nossos compromissos históricos, mantendo os pés firmes no presente e mirando sempre o futuro. Se as formas de exploração mudaram, a injustiça e a desigualdade permanecem e são cada vez mais cruéis. Temos de estar mais organizados, mais fortes, conscientes e mais decididos do que nunca a construir um país mais generoso, solidário e mais justo. É por isso que o Brasil precisa tanto do PT.
Companheiras e companheiros,
Salvar o país da destruição e do caos social que este governo está produzindo não é tarefa para um único partido. Fomos eleitos e governamos em aliança com outras forças do campo popular e democrático. Por mais que tentem nos isolar, estamos juntos na oposição com partidos da centro-esquerda e estamos com os movimentos sociais, as centrais sindicais e importantes lideranças da sociedade.
Embora tantos tenham cometido erros antes e depois dos nossos governos, é somente do PT que exigem a autocrítica que fazemos todos os dias. Na verdade, querem de nós um humilhante ato de contrição, como se tivéssemos de pedir perdão por continuar existindo no coração do povo brasileiro, apesar de tudo que fizeram para nos destruir. Preciso dizer algumas verdades sobre isso.
O maior erro que nós cometemos foi não ter feito mais e melhor, de uma forma tão contundente que jamais fosse possível esse país voltar a ser governado contra o povo, contra os interesses nacionais, contra a liberdade e a democracia, como está sendo hoje.
Deveríamos ter feito mais universidades do que fizemos, mais reforma agrária, mais Luz Pra Todos, mais Minha Casa Minha Vida, mais Bolsa Família e mais investimento público.
Teríamos de ter conversado muito mais com o povo e com os trabalhadores, conversado mais com os jovens que não viveram o tempo em que o Brasil era governado para poucos e não para todos.
Também tínhamos de ter trabalhado muito mais para democratizar o acesso à informação e aos meios de comunicação, apoiado mais as rádios comunitárias, fortalecido mais a televisão pública, a imprensa regional, o jornalismo independente na internet.
Antes que a Rede Globo me acuse outra vez pelo que não disse nem fiz, não ousem me comparar ao presidente que eles escolheram. Jamais ameacei e jamais ameaçaria cassar arbitrariamente uma concessão de TV, mesmo sendo atacado sem direito de resposta e censurado como sou pelo jornalismo da Globo.
Eu sempre disse que jamais teria chegado onde cheguei se não tivesse lutado pela liberdade de imprensa. Hoje entendo, com muita convicção, que liberdade de imprensa tem de ser um direito de todos, não pode ser privilégio de alguns.
Não pode um grupo familiar decidir sozinho o que é notícia e o que não é, com base unicamente em seus interesses políticos e econômicos.
Entendo que democratizar a comunicação não é fechar uma TV, é abrir muitas. É fazer a regulação constitucional que está parada há 31 anos, à espera de um momento de coragem do Congresso Nacional. É fazer cumprir a lei do direito de resposta. E é principalmente abrir mais escolas e universidades, levar mais informação e consciência para que as pessoas se libertem do monopólio.
Enfim, penso que teríamos de ter lutado com mais vontade e organização, fortalecido ainda mais a democracia, para jamais permitir que o Brasil voltasse a ter um governo de destruição e de exclusão social como voltou a ter desde o golpe de 2016.
A autocrítica que o Brasil espera é a dos que apoiaram, nos últimos três anos, a implantação do projeto neoliberal que não deu certo em lugar nenhum do mundo, que vai destruir a previdência pública e que ao invés de gerar os empregos que o povo precisa está implantando novas formas de exploração.
A autocrítica que a democracia e o estado de direito esperam é daqueles que, na mídia, no Congresso, em setores do Judiciário e do Ministério Público, promoveram, em nome da ética, a maior farsa judicial que este país já assistiu.
O mundo hoje sabe que, ao contrário de combater a impunidade e a corrupção, a Lava Jato corrompeu-se e corrompeu o processo eleitoral e uma parte do sistema judicial brasileiro. Deixou impunes dezenas de criminosos confessos que Sérgio Moro perdoou e que continuam muito ricos.
Como podem dizer que combateram a impunidade se soltaram pelo menos 130 dos 159 réus que ele mesmo havia condenado? Negociaram todo tipo de benefício com criminosos confessos, venderam até o perdão de pena que a lei não prevê, em troca de qualquer palavra que servisse para prejudicar o Lula.
Que ética é essa que condena 2 milhões de trabalhadores, sem apelação, destruindo empresas para salvar os patrões acusados de corrupção?
Não tem moral, não tem autoridade para discutir ética quem deu cobertura aos procuradores de Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot quando eles entregaram a Petrobrás aos tribunais dos Estados Unidos, um crime de lesa-pátria que já custou quase 5 bilhões de dólares ao povo brasileiro.
Temos muito o que falar sobre ética, sobre combate à corrupção e à impunidade. Mas acima de tudo temos que falar a verdade.
Meus amigos e minhas amigas,
Alguns professores de deus defendem um modelo suicida de austeridade fiscal e redução do estado, que não deu certo em nenhum lugar do mundo. Tiveram o apoio da mídia e das instituições para culpar os governos do PT por tudo de ruim que havia no Brasil. Mentiram que tirando o PT do governo tudo se resolveria, por obra do mercado e do ajuste fiscal. E os problemas se agravaram ainda mais.
Os indicadores econômicos do Brasil pioraram: a balança comercial em queda, a economia paralisada, setores da indústria destruídos, o investimento público e privado inexistente, o rombo nas contas aumentado irresponsavelmente por razões políticas. O custo de vida dos pobres aumentou e as pessoas voltaram a cozinhar com lenha porque não podem comprar um botijão de gás.
É preciso dizer umas verdades sobre isso também.
A primeira delas é que o Brasil só não quebrou ainda por causa da herança dos governos do PT. Por causa dos 370 bilhões de dólares em reservas internacionais que acumulamos e querem queimar na conta dos juros. Por causa dos mercados internacionais que abrimos e que uma política externa irresponsável está fechando. Por causa do pré-sal que descobrimos e que estão vendendo na bacia das almas.
O Brasil só não está passando por uma convulsão social extrema por causa da herança dos governos do PT. Porque não conseguiram acabar com o Bolsa Família, último recurso de milhões de deserdados. Porque milhões de famílias ainda produzem no campo, para onde levamos água, energia, tecnologia e recursos em nosso governo. E também porque não conseguiram destruir ainda os sistemas públicos de saúde, educação e segurança, mas fatalmente isso irá ocorrer pela criminosa política de cortes do investimento público.
Sempre acreditei que o povo brasileiro é capaz de construir uma grande Nação, à altura dos nossos sonhos, das nossas imensas riquezas naturais e humanas, neste lugar privilegiado em que vivemos. Já provamos que é possível enfrentar o atraso, a pobreza e a desigualdade, desafiando poderosos interesses contrários ao país e ao povo.
Soberania significa independência, autonomia, liberdade. O contrário é dependência, servidão, submissão. É o que está acontecendo hoje. Estão entregando criminosamente a outros países as empresas, os bancos, o petróleo, os minerais e o patrimônio que pertence ao povo brasileiro. Trair a soberania é o maior crime que um governo pode cometer contra seu país e seu povo.
A Petrobrás está sendo vendida em fatias a suas concorrentes estrangeiras.
Fiquem alertas os que estão se aproveitando dessa farra de entreguismo e privatização predatória, porque não vai durar para sempre. O povo brasileiro há de encontrar os meios de recuperar aquilo que lhe pertence. E saberá cobrar os crimes dos que estão traindo, entregando e destruindo o país.
Tão importante quanto defender o patrimônio público ameaçado é preservar os recursos naturais e nossa riquíssima biodiversidade. Utilizar esse patrimônio, fonte de vida, com responsabilidade social e ambiental.
Um país que não garante educação pública de qualidade a todas as suas crianças, adolescentes e jovens não se prepara para o futuro.
Mas parece que enfiaram o Brasil à força numa máquina do tempo e nos enviaram de volta a um passado que a gente já tinha superado. O passado da escravidão, da fome, do desemprego em massa, da dependência externa, da censura, do obscurantismo.
O Brasil precisa embarcar de volta para o futuro. E não tem ninguém melhor para pilotar essa máquina do tempo do que a juventude desse país. Porque essa juventude, seja ela branca, negra ou indígena, ela quer ensino de qualidade, quer adquirir conhecimento, quer de volta as oportunidades de trabalho digno, sem alienação e sem humilhações.
Essa juventude quer e merece um mundo melhor do que este em que estamos vivendo.
Hoje me coloco à disposição do Brasil para contribuir nessa travessia para uma vida melhor, vida em plenitude, especialmente para os que não podem ser abandonados pelo caminho.
Sem ódio nem rancor, que nada constroem, mas consciente de que o povo brasileiro quer retomar a construção de seu destino; de que temos de fazer juntos um Brasil soberano, democrático, justo, em que todos e todas tenham oportunidades iguais de crescer e sonhar.
O futuro será nosso, o futuro será do Brasil!
Muito obrigado!
Luiz Inácio Lula da Silva
Do Blog do Esmael
Postado por Madalena França

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Leiam a nota Oficial sobre o fato que levou a Morte de Gugu Liberato

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O apresentador
 Gugu Liberato, umas das figuras mais icônicas da televisão brasileira, morreu, nesta sexta-feira (22/11/2019), aos 60 anos.
Familiares e amigos divulgaram uma nota oficial sobre o falecimento. “Nosso Gugu sempre viveu de maneira simples e alegre. E assim foi até o final da vida, ocorrida após um acidente caseiro”, lamentaram.
Gugu sofreu um acidente doméstico, ocorrido nessa quarta-feira (20/11/2019). Ele teria caído de uma altura de quatro metros na casa dele, localizada em Orlando, nos Estados Unidos, ao tentar arrumar o ar-condicionado. Ainda não há informações sobre velório e enterro.
Confira à íntegra da nota:
“Este é um momento que jamais imaginamos viver. Com profunda tristeza, familiares comunicam o falecimento do pai, irmão, filho, amigo, empresário, jornalista e apresentador Antônio Augusto Moraes Liberato (Gugu Liberato), aos 60 anos, em Orlando, Florida, Estados Unidos.
Nosso Gugu sempre viveu de maneira simples e alegre, cercado por seus familiares e extremamente dedicado aos filhos. E assim foi até o final da vida, ocorrida após um acidente caseiro.
Ele sofreu uma queda acidental de uma altura de cerca de quatro metros quando fazia um reparo no ar condicionado instalado no sótão. Foi prontamente socorrido pela equipe de resgate e admitido no Orlando Health Medical Center, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva, acompanhado pela equipe médica local.
Na admissão deu entrada em escala de *Glasgow de 3 e os exames iniciais constataram sangramento intracraniano. Em virtude da gravidade neurológica, não foi indicado qualquer procedimento cirúrgico. Durante o período de observação foi constatada a ausência de atividade cerebral. A morte encefálica foi confirmada pelo Prof. Dr. Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, que após ver as imagens dos exames em detalhes, confirmou a irreversibilidade do quadro clínico diante de sua mãe Maria do Céu, dos irmãos Amandio Augusto e Aparecida Liberato, e da mãe de seus filhos, Rose Miriam Di Matteo.
Ainda não temos detalhes sobre o traslado para o Brasil. Informações sobre velório e sepultamento serão passadas assim que tudo estiver definido.
Ele deixa três filhos, João Augusto de 18 anos e as gêmeas Marina e Sophia de 15 anos.
Atendendo a uma vontade dele, a família autorizou a doação de todos os órgãos.
Gugu sempre refletiu sobre os verdadeiros valores da vida e o quão frágil ela se revela. Sua partida nos deixa sem chão, mas reforça nossa certeza de que ele viveu plenamente. Fica a saudade, ficam as lembranças – que são muitas – e a certeza que Deus recebe agora um filho querido, e o céu ganha uma estrela que emana luz e paz.
Familiares e funcionários
São Paulo, 22 de novembro de 2019”
* Escala Glasgow de 3 – usada para medir a consciência e a evolução das lesões cerebrais em um paciente.
Com informações do Metrópole 
Postado por Madalena França

Assessoria Acaba de Confirmar a morte de Gugu

O Brasil Todo Chora...

Adeus Gugu.! Vá com Deus

 O JN acaba de Confirmar a triste notícia da Morte de Gugu! Em decorrência de uma fatalidade. Gugu Caiu e bateu a cabeça.
Por Madalena França

Itaíba determina rateio dos precatórios do Fundef


Postado por Madalena França
A prefeita de Itaíba, no Agreste, Maria Regina da Cunha (PTB), sancionou lei que determina o rateio, entre os professores do município, de 60% dos precatórios no Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), no valor de R$ 10,5 milhões. A decisão atende ao resultado de audiência pública com os professores locais realizada recentemente pelo deputado federal Fernando Rodolfo (PL-PE), que lidera movimento pelo rateio, suspenso temporariamente por acórdão do TCU (Tribunal de Contas da União).
Nas suas andanças pelo interior pregando o rateio, Rodolfo, que visitou até agora 12 municípios com este objetivo, tem explicado, nas audiências públicas, o procedimento a ser adotado pelos prefeitos enquanto não é aprovado no Congresso o projeto de lei 5733/2019, do qual é relator, que estabelece a divisão: o prefeito elabora um projeto de lei estabelecendo os critérios do rateio, submete a proposta à votação da Câmara dos Vereadores, sanciona o projeto após a votação e solicita ao Poder Judiciário a homologação da lei municipal, resguardando-se, assim, de eventuais punições do TCU.
A prefeita Maria Regina submeterá agora à homologação do Poder Judiciário a lei municipal que sancionou. Os prefeitos de Salgueiro, Exu, Águas Belas e Ibirajuba, que participaram das audiências públicas promovidas pelo deputado do PL, estão adotando procedimento semelhante. ‘É um movimento que se alastra e têm tido respaldo legal” assinalou Fernando Rodolfo.
A lei municipal 515/2019 estabelece que terão direito ao rateio os professores ativos e aposentados e eventuais herdeiros de professores falecidos que exerciam o magistério em Itaíba entre janeiro de 2001 e dezembro de 2006, período contemplado no processo judicial que gerou os precatórios (valores devidos após condenação judicial definitiva). Os professores que não fazem mais parte do magistério local também terão direito ao rateio, com cota proporcional ao tempo trabalhado.

Diretores de escolas federais vão processar Weintraub por ofensas


(Tijolaço)

A Associação dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Andifes, anunciou, em nota oficial, que vai processar o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, por crime de responsabilidade. Depois de dizer que ele “parece nutrir ódio pelas universidades federais brasileiras”, os reitores e diretores anunciam que a entrevista em vídeo, mostrada ontem aqui, dizendo que há cultivo extensivo de maconha e produção de anfetamina nos campi universitário, não vai ficar impune como outras agressões feitas por ele ao sistema de ensino brasileiro.
Destaco o trecho essencial:
(…)o Ministro Abraham Weintraub ultrapassa todas as fronteiras que devem limitar, sobretudo, os atos de um gestor público do alto escalão da República. Sem fazer quaisquer mediações, afirma que as Universidades Federais são “madrassas de doutrinação”, ofendendo a um só tempo toda a comunidade acadêmica e a fé muçulmana; afirma ademais que foi criada uma “falácia” segundo a qual as universidades federais precisam ter autonomia, ignorando que essa “falácia” na verdade é mandamento previsto na Constituição brasileira (art. 207) e que um ministro de Estado atentar contra ela constitui crime de responsabilidade (art. 4º, “caput”, c/c art. 13, I, Lei 1.079/50); e afirma, ultrapassando todos os limites, que algumas universidades federais têm “plantações extensivas de maconha” com o uso até instrumentos tecnológicos para seu cultivo, além de afirmar que “laboratórios de química” das universidades se transformaram em usinas de fabricação de drogas sintéticas, como metanfetamina. Enfim, estende essa suspeição a todas as instituições, pois, segundo ele, “cada enxadada é uma minhoca”.
Se o Sr. Ministro da Educação busca, mais uma vez, fazer tais acusações para detratar e ofender as universidades federais perante a opinião pública, mimetizando-as com organizações criminosas, ele ultrapassa todos os limites da ética pública, indo aliás muito além até de limites que já não respeitava. Nesse caso, o absurdo não tem precedentes. De outro lado, se o Sr. Ministro, enquanto autoridade pública, efetivamente sabe de fatos concretos, sem todavia apontar e denunciar às autoridades competentes de modo específico onde e como ocorrem, preferindo antes usá-los como instrumento de difamação genérica contra todas as universidades federais brasileiras, poderá estar cometendo crime de prevaricação. Assim, diante dessas declarações desconcertantes, a Andifes está tomando as providências jurídicas cabíveis para apurar eventual cometimento de crime de responsabilidade, improbidade, difamação ou prevaricação.
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Governadores do NE encerram missão na Europa


Madalena França via Nill Júnior
Publicado em Notícias por  em 22 de novembro de 2019
A primeira missão internacional dos governadores do Nordeste foi encerrada nesta sexta-feira (22), em Berlim. Como último compromisso na Europa, eles estiveram nas sedes dos Ministérios da Economia, Educação e Cooperação e Desenvolvimento da Alemanha, onde explicaram o funcionamento do Consórcio Nordeste.
​Ampliar o fluxo de negócios com investidores europeus e fortalecer as relações de cooperação foram os principais objetivos da viagem. Na passagem por Paris, Roma e Berlim, o consórcio destacou o potencial de consumo e de desenvolvimento do Nordeste, que reúne 57,1 milhões de habitantes e tem um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 898,1 bilhões, equivalente a 14% do PIB brasileiro.
Tanto no Ministério da Economia como no da Cooperação e Desenvolvimento Econômico, em Berlim, nesta sexta-feira, a questão ambiental foi destacada pelos gestores alemães.
“Temos muitas empresas com experiências nos setores de saneamento e energias limpas que podem se interessar por projetos no Nordeste. Queremos fazer uma parceria com vocês nessas áreas. Para nós é importante a preservação da Floresta Amazônica para aceitação desses projetos com o Brasil”, explicou o secretário de Estado do Ministério da Economia, Ulrich Nussbaum.
O diretor para a América Latina do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento, Volker Oel, ouviu dos governadores os projetos que gostariam de contar com apoio e também falou sobre questões ambientais. “Sabemos que a proteção do clima e das florestas tropicais é uma das temáticas mais importantes. Temos muito interesse em cooperar com o consórcio, em ações como a proteção ambiental. Sabemos do grande potencial que seus estados têm na área de energia renovável.”
​Participaram da missão os governadores Rui Costa (Bahia), Renan Filho (Alagoas), Camilo Santana (Ceará), João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) e Belivaldo Chagas, assim como o vice-governador Carlos Brandão (Maranhão). O governador de Sergipe foi representado pelo superintendente de PPPs, Oliveira Junior.

Cresce espaço de Lula na mídia internacional


Postado por Madalena França
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O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva , prometeu liderar a oposição ao líder de extrema-direita do país, Jair Bolsonaro , alertando que seu país está retrocedendo em anos de progresso árduo.
“Bolsonaro já deixou claro o que ele quer para o Brasil: ele quer destruir todas as conquistas democráticas e sociais das últimas décadas”, disse ele ao Guardian.
Em sua primeira entrevista para um jornal estrangeiro desde que ele foi libertado da prisão , há duas semanas , o presidente de dois mandatos disse que sua missão agora era “lutar pela democracia”.
“O partido dos trabalhadores está se preparando para voltar e governar este país!”, Disse ele, batendo na mesa. Mas Lula não fez nenhuma indicação clara de que concorreria à presidência nas próximas eleições gerais do país.
“Em 2022, terei 77 anos. A igreja católica – com 2.000 anos de experiência – aposenta seus bispos aos 75 anos”, disse ele.
O ex-líder sindical, nascido na pobreza com os pés descalços nas terras semi-áridas do Brasil, entrou na sede do Partido dos Trabalhadores no centro da cidade de São Paulo, cumprimentando uma dúzia de pessoas com apertos de mão ou beijos.
Quase 40 anos após as principais greves dos metalúrgicos nos subúrbios industriais de São Paulo durante a ditadura militar brasileira, a energia e a paixão de Lula pela política permanecem surpreendentes.
Mas ele puxou alguns socos quando se fala de Bolsonaro – um defensor da do Brasil ditadura militar e um admirador da do Chile de Pinochet , bem como líderes autoritários modernos, como Viktor Orb da Hungria án .
“Vamos torcer para que Bolsonaro não destrua o Brasil . Vamos torcer para que ele faça algo de bom pelo país … mas duvido disso ”, afirmou.
O ex-presidente expressou consternação com as supostas ligações entre Bolsonaro e o crime organizado.
Sine o assassinato de Marielle Franco, uma popular vereadora do Rio de Janeiro, no ano passado, surgiram várias fotos do presidente posando com suspeitos no assassinato, supostamente ligados a gangues paramilitares sombrias.
“Uma vez, falar sobre paramilitares era uma coisa rara … hoje, vemos o presidente cercado por paramilitares”, disse ele.
E não é apenas a política nacional que Bolsonaro está dando errado, disse Lula.
“Sua submissão a Trump e aos EUA … é realmente embaraçosa”, disse ele.
A opinião de Lula é compartilhada por uma geração de diplomatas enojados com o dano infligido ao status de poder brando do Brasil sob o ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro, Ernesto Araújo, que acredita que a mudança climática é uma conspiração marxista.
“A imagem do Brasil é negativa agora. Temos um presidente que não governa, que fica discutindo notícias falsas 24 horas por dia ”, afirmou. “O Brasil precisa ter um papel no cenário internacional.”
Lula disse que estava “empolgado” por ver líderes de esquerda na Argentina e no México, mas ficou profundamente triste com a atual crise na Bolívia , onde Evo Morales renunciou sob pressão em meio a alegações de fraude eleitoral.
“Meu amigo Evo cometeu um erro ao tentar um quarto mandato como presidente”, disse ele. “Mas o que eles fizeram com ele foi um crime. Foi um golpe – isso é terrível para a América Latina. ”
Lula passou 580 dias na prisão por polêmicas acusações de corrupção que sempre alegou estar politicamente motivado para impedi-lo de concorrer nas eleições de 2018.
Conversas vazadas recentes pareciam mostrar Sérgio Moro – o juiz que o condenou – conspirando com os promotores de Lula. Moro se juntou ao governo de Bolsonaro como ministro da Justiça.
“Espero que um dia o Moro seja julgado pelas mentiras que ele contou”, disse Lula.
Lula disse que conseguiu sobreviver à detenção graças a dezenas de apoiadores que acamparam fora da sede da polícia na cidade de Curitiba onde ele estava preso.
“Saí da prisão com um coração maior. Por causa dos ativistas, não fiquei amargo por dentro”, disse ele.
Após sua libertação, Lula se dirigiu a dezenas de milhares de apoiadores em Recife na região do reduto do Partido dos Trabalhadores no nordeste do Brasil. Outro evento desta sexta-feira em São Paulo foi cancelado no último minuto devido ao mau tempo, mas muitos outros comícios estão planejados para o próximo ano.
Lula deixou o cargo em 2011 com um índice de aprovação de quase 90%, tendo supervisionado um notável período de oito anos de crescimento e inclusão social em um dos países mais violentos e desiguais do mundo.
Mas seu tempo no cargo também foi contaminado por uma série de grandes escândalos de corrupção que envolveram figuras de todo o espectro político – e abriram caminho para a ascensão da extrema direita.
Bolsonaro, antes uma figura marginal, chegou ao poder em meio a uma perfeita tempestade de retração econômica e crise política, depois que Lula foi preso.
“Ninguém previu a eleição de Bolsonaro – nem mesmo ele”, disse Lula.
Os anos que antecederam a eleição acirrada de 2018 – durante a qual Bolsonaro foi esfaqueado na campanha por um homem com doença mental – foram marcados pelo aumento da polarização.
“Lamento que o Brasil esteja se tornando um país onde a disseminação do ódio está se tornando parte do cotidiano das pessoas”, afirmou Lula.
“Sou torcedor do Corinthians. Mas não posso brigar com um fã do Palmeiras – tenho que aprender a viver com ele ”, acrescentou, usando a rivalidade de dois dos maiores times de futebol de São Paulo para ilustrar como“ as pessoas precisam aceitar e respeitar as diferenças umas das outras ”.
Ele rejeitou as alegações de que, retornando ao campo de batalha político, ele poderia polarizar ainda mais a situação.
“As pessoas votaram em Bolsonaro, principalmente, porque Lula não era candidato”, disse ele. “A melhor maneira de recuperar o voto dessas pessoas é conversar bastante com elas.”
O partido de seu trabalhador, embora em estado de choque e manchado por escândalos, continua sendo o partido mais popular do Brasil por uma margem considerável.
Mas também é o mais rejeitado – depois do ex-partido do PSL de Bolsonaro – com 40% das pessoas entrevistadas dizendo que nunca votariam no partido de Lula.
“É claro”, Lula ri. “Mas as pessoas falam mais sobre Pelé do que os outros jogadores.”

A apologia ao crime e a estética miliciana do clã Bolsonaro


"A apologia ao crime e o culto às armas integram o ideário político e a estética miliciana e neofascista do clã Bolsonaro. Dois episódios nesta semana ilustram a demência criminal do bolsonarismo: a condecoração com a medalha do Mérito Legislativo ao empresário Gustavo Corrêa, cunhado da apresentadora Ana Hickmann, e a exibição de uma placa de cartuchos de balas durante o lançamento do partido Aliança pelo Brasil", diz o colunista Milton Alves
Cena macabra de Bolsonaro antecipa campanha sem Lula
Cena macabra de Bolsonaro antecipa campanha sem Lula (Foto: Reprodução/vídeo)
O primeiro episódio ocorreu na Câmara de Deputados, na quarta-feira (20), com a entrega da medalha do Mérito Legislativo ao empresário Gustavo Corrêa por indicação do deputado Eduardo Bolsonaro.

O grande mérito do cunhado da apresentadora Ana Hickmann para receber a honraria foi ter executado com três tiros na nuca um assaltante. O crime aconteceu em 2016 e, em setembro deste ano, o empresário acabou sendo absolvido na Justiça de Minas Gerais.
“O caso de Gustavo é exemplo claro da injustiça que o excesso de legítima defesa leva àqueles que reagem a crimes, fato rotineiro na vida policial”, escreveu Eduardo Bolsonaro numa rede social, justificando o ato do condecorado homicida.
O caso é usado como um exemplo positivo na nefasta e enganadora campanha a favor do “pacote anticrime” emulada pelo ministro da Justiça Sergio Moro, que defende o fim da aplicação de pena em caso de uma pessoa ou agente do estado reagir “sob medo, surpresa ou violenta emoção”. Uma verdadeira licença para matar!
O segundo episódio aconteceu nesta quinta-feira (21) durante o lançamento do partido neofascista comandado pelo presidente Jair Bolsonaro. Um artesão exibiu durante o encontro uma placa feita de cartuchos de balas com o símbolo e o nome da da nova legenda. Uma exaltação explícita da estética miliciana e criminosa do clã Bolsonaro. Uma tradução chocante e grotesca do programa da sigla bolsonarista.
No evento, foi divulgado o manifesto da “Aliança pelo Brasil” que faz um apelo aberto ao neofascismo à moda brasileira, uma mistura de ultraliberalismo econômico com o fundamentalismo picareta dos chefes neopentecostais, acompanhado também do lumpesinato parlamentar nascido no WhatsApp, do moralismo farsante da Lava Jato e mais as gangues milicianas espalhadas pelo país.
O neofascismo apresenta as suas armas e merece uma combativa resposta política, cultural e organizativa das forças democráticas e de esquerda no Brasil.
*Ativista social e militante do PT de Curitiba. Autor do livro ‘A Política Além da Notícia e a Guerra Declarada Contra Lula e o PT
Do 247
Por Madalena França

Bancada da bala dá show racista


Postado por Madalena França
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Foto: Lula Marques
O deputado Coronel Tadeu (PSL-­SP) se irritou com uma charge do cartunista Carlos Latuff que mostrava um negro algemado caído no chão que acabara de ser morto por um policial branco, portando um revólver ainda fumegante. A obra estava exposta na Câmara. “Isso quer dizer o quê? Que a polícia só mata preto? Isso não vai ficar na parede. Isso aqui é contra a polícia”, exclamou ele diante do celular de um assessor, que filmou a ação e postou o vídeo na rede social. O Coronel ainda rasgou e pisoteou o quadro até ser interrompido por parlamentares negras que o chamaram de “racista”. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), passou um sermão merecido no deputado. “Espero que este ato impensado não se repita”, disse. Aproveitou também para mandar um recado à bancada da bala, que aclamou o Coronel: “Hoje aconteceu com uma exposição da Consciência Negra. Amanhã pode acontecer com os que riram aqui”. Um dos defensores do Coronel, o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que ficou célebre ao quebrar uma placa em homenagem a Marielle Franco, disse em discurso que a “maior população carcerária é formada por negros no Brasil porque mais negros cometem crime”. “Agora, não venha atribuir à Polícia Militar as mortes porque um negrozinho bandidinho tem de ser perdoado”, afirmou. A oposição solicitou à Procuradoria-Geral da República que investigasse o Coronel Tadeu e Silveira por racismo. O PT pediu a cassação do Coronel por quebra de decoro. A VEJA, o Coronel disse que 600 000 policiais foram desrespeitados pela charge: “Não dá para aceitar que isso seja permitido”. As palavras demonstram que ele não se arrependeu do seu show de intolerância e truculência.

Cidadã de Orobó mostra toda sua indignação sobre o sequestro dos Precatórios do FUNDEF dos professores...

 Em um texto muito coerente e verdadeiro, uma cidadã de Orobó descreveu e ilustrou o retrato fiel de uma Gestão desumana em conluio com par...