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terça-feira, 12 de junho de 2018

STF arquiva caso de caixa 2 de 500 mil de tucano


No golpe ‘com Supremo, com tudo’, em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada sem crime e o ex-presidente Lula vem sendo mantido como preso político para não disputar as eleições presidenciais, que ele venceria com facilidade, o decano Celso de Mello acaba de arquivar o caso em que o chanceler do golpe, Aloysio Nunes, foi acusado de receber R$ 500 mil, por fora, da UTC Engenharia

Por André Richter, repórter da Agência Brasil – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello arquivou nesta segunda-feira (11) inquérito aberto para apurar a suposta doação eleitoral não contabilizada ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, em 2010.
A investigação está relacionada com os depoimentos de delação premiada do ex-executivo da empreiteira UTC Ricardo Pessoa. Segundo o delator, ele teria acertado doação de R$ 500 mil à campanha de Aloysio Nunes ao Senado, em 2010. Aloysio está licenciado do mandato para ocupar o cargo de ministro.
Celso de Mello atendeu a um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, há duas semanas. Pela jurisprudência da Corte, o relator deve arquivar a investigação quando o pedido é feito pela PGR.
Ao pedir o arquivamento, Raquel Dodge afirmou que os delatores não apresentaram provas para corroborar os depoimentos e não há dados suficientes para embasar o processo criminal.
“A autoridade policial no seu relatório final reconhece que as afirmativas constantes do termo de colaboração de Ricardo Ribeiro Pessoa, especificamente em relação à suposta doação em espécie à campanha de Aloysio Nunes Ferreira em 2010, não foram corroboradas por outros elementos de prova suficientes a comprovar a materialidade e a autoria das infrações investigadas, e, por isso, não há elementos para deflagrar ação penal”, argumentou Dodge.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Assistam ao vídeo da Fala do Emissário do Papa que apesar de ser impedido de vê o presidente, consegui entregar o Rosário de Francisco Para Lula...


Madalena França.
247 – Assessor do papa Francisco para Assuntos de Justiça e Paz, Juan Grabois foi impedido nesta segunda-feira 11 pela Superintendência da Polícia Federal de trazer uma mensagem do pontífice ao ex-presidente Lula, mantido preso político há 67 dias. O argumento usado pelas autoridades causou estranhamento para Grabois: o fato de que ele não seria um líder religioso.
“Vim com muita esperança trazer uma mensagem ao ex-presidente Lula e, lamentavelmente, de maneira, para mim, um tanto inexplicável, os funcionários da Superintendência, aparentemente por uma ordem de cima, decidiram suspender os direitos de Lula e os meus de ter um encontro com o ex-presidente, porque não se poderia caracterizar um encontro religioso”, relatou o assessor a jornalistas em Curitiba.


Para ele, o argumento não tem lógica, uma vez que, “pela doutrina católica, todos nós, batizados, somos discípulos e missionários”. Ele contou que veio trazer um rosário do papa Francisco e uma mensagem do papa a Lula, as conclusões dos encontros do pontífice com os movimentos sociais, além de debater questões espirituais com o ex-presidente. Grabois entregou o rosário na PF e deixou uma mensagem por escrito. Ele espera uma resposta de Lula até amanhã.
“Estou muito preocupado com a situação, considerando que estamos diante de um claro caso de perseguição política, onde há uma deterioração da democracia no Brasil. Esta inexplicável negativa a permitir uma visita que estava programada de antemão é parte também de um processo de degradação das instituições não somente no Brasil, mas nos países da América Latina”, denunciou.
“Me surpreende que o argumento das autoridades tenham finalidade teológica, por eu não ser um sacerdote consagrado. Não sei se esses funcionários têm formação teológica, mas reforço que todos os batizados somos discípulos e missionários e temos uma missão a cumprir”, completou. O assessor do papa contou ter visitado presos em situações similares em diversos locais e nunca se deparou com uma negativa dessa natureza.
Ele concluiu sua fala dizendo que sai triste, mas com a certeza de que “a Justiça virá”.
Assista à sua fala:

A carta de Lula a Maciel Melo


O cantor, compositor e escritor Maciel Melo divulgou para alguns amigos  nas redes sociais o teor da carta que recebeu por portador, feita a punho pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da PF em Curitiba, no último dia 6 de junho.
Maciel não escondeu a felicidade e também compartilhou com este blogueiro.
Também não nega que é fã do ex-presidente. Quando no poder, Lula e Eduardo Campos por algumas vezes convidaram Maciel Melo para apresentar suas canções, no que sempre eram prontamente atendidos. “Quis apenas compartilhar com alguns amigos. Isso é histórico, amigo”, disse  emocionado. Leia a carta de Lula para Maciel:
Querido Maciel Melo ou Neguinho,
Hoje, quarta-feira estou com seu amigo Dr Rocha falando sobre o seu livro que acabei de ler A Poeira e A Estrada, e fiquei orgulhoso de ver mais um nordestino fazendo sucesso como escritor poeta e sobretudo como músico.
Querido, jamais imaginei que estando numa solitária na Polícia Federal em Curitiba pudesse ganhar o seu livro de presente do Dr Rocha que é seu amigo.
Maciel, ontem, dia 5/6 recebi de uma amiga um pen drive com músicas suas e ouvi até meia noite. Na verdade é um show…
O primeiro disco seu eu ganhei do pernambucano José Múcio e agora espero ganhar das suas mãos. Depois quando eu sair da Polícia Federal e tiver em liberdade te pagarei.
Continue porque nordestino não pode parar.
Sucesso amigo,
Lula
Fonte: Blog do Nil Júnior 

A derrama de dólares do BC é “nunca antes na história deste país”


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derrama
Reportagem de José de Castro, no Valor, dá números espantosos à derrama de dólares feita pelo Banco Central para deter a disparada da moeda norte-americana.
Traduzindo o valor de US$ 38,62 bilhões representa, em dinheiro brasileiro, oferecer garantias em dólar a nada menos que R$ 144 bilhões.
É mais que o orçamento federal para a Saúde em todo o ano de 2018, R$ 120 bi.
Com o dólar em alta, isso gera prejuízos ao BC, que contabilizou, nestas operações, no mês passado, R$ 6,9 bilhões. Como , depois de injetar, na segunda quinzena de maio e na primeira semana de junho, US$ 14 bi no mercado de câmbio, o banco anuncia que vai “dobrar a meta” e oferecer mais US$ 24 bilhões, tudo indica que o prejuízo crescerá em ritmo semelhante.
Desde 2002, quando começou a usar os swaps como instrumento de atuação no mercado de
câmbio, o BC nunca colocou tantos contratos para esse mesmo intervalo de tempo.
Entre 14 de maio e 7 de junho, o BC injetou no mercado futuro de dólar o equivalente a US$ 14,117 bilhões via swaps. Na semana passada, a autoridade monetária prometeu oferecer ao mercado pelo menos mais US$ 24,5 bilhões entre os dias 8 e 15 de junho. Isso daria um total de US$ 38,617 bilhões a mais em dólares num período de 24 dias úteis, período em que o BC retomou as vendas líquidas de swap.
Este é um valor que bem merece ser definido, como se disse aqui, lançado à fogueira da especulação como “nunca antes na história deste país”, como registra o repórter do Valor:
Nem em 2008, na esteira da crise financeira de 2008; nem em 2013, ano do Taper Tantrum; nem em 2015, quando o dólar disparou com uma onda de venda de ativos no Brasil; e nem em maio do ano passado, com as delações da JBS. A reação do dólar hoje dá uma ideia do tamanho do desafio do BC de controlar a volatilidade cambial. Mesmo depois de tervendido, apenas nesta segunda-feira, US$ 2,5 bilhões em swaps, a moeda americana voltou a subir, fechando a sessão em alta de 0,45%, a R$ 3,7242.
Ou seja, depois do “choque” de sexta-feira, com as perspectivas nada confortadoras que vem de fora e a incerteza inquietante daqui de dentro, a turma das verdinhas fincou o pé e segurou o Banco Central numa posição vendedora.
Mas, como o “patrão ficou maluco”, a ordem é de queima total.
Madalena França Via Tijolaço

Papa Francisco envia rosário a Lula.Consultor do Vaticano é impedido de visitar Lula




Madalena França Via Blog da Helena.


O terço foi entregue por Juan Grabois, consultor do papa para assuntos de justiça e paz

O papa Francisco enviou um rosário ao ex-presidente Lula. O ex-presidente recebeu o terço na sede da Polícia Federal em Curitiba. O terço foi entregue por Juan Grabois, consultor do papa Francisco para assuntos de justiça e paz

 Grabois tentou visitar o ex-presidente na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba, na tarde desta segunda. Segundo ele, no entanto, sua entrada foi impedida por autoridades... -da PF, que argumentaram que o consultor não poderia visitar o ex-presidente "por não ser um sacerdote consagrado".

"Vim com muita esperança para trazer uma mensagem ao ex-presidente Lula e lamentavelmente, de forma um tanto inexplicável para mim, os funcionários da Superintendência, por uma ordem que entendi que vinha de cima, resolveram  impedir a visita", disse Grabois em entrevista a jornalistas em frente à sede da PF....

Lula tem recebido visitas de apoio religioso na prisão. Leonardo Boff e Frei Betto estão entre os que têm estado com o ex-presidente.

Em entrevista ao Jornal do Brasil, no dia 15 de abril, Fei Betto afirmou que, mesmo preso, Lula teria peso na eleição de outubro. Amigo íntimo do ex-presidente desde a época das greves históricas do ABC, Frei Betto acompanhou o então líder sindical quando esteve detido em 1981 no Dops, em São Paulo. E reuniu-se com o ex-presidente, horas antes de ele se entregar à PF.

 Frei Beto diz que, na ausência de Lula, vê em Guilherme Boulos, pré candidato do PSOL ao Planalto, uma alternativa viável. Boulos, justifica, “é uma forte estrela política em ascensão”.
 O assessor do papa Francisco, Juan Grabois,  trouxe um rosário para Lula, presente de Francisco.Na da PF Grabois disse considerar o momento em que vivemos "um claro caso de perseguição política". 

Papa envia um terço a Lula. No mês passado O papa disse: 'criam-se condições obscuras para condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes;com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas.Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado'

Sete em cada dez brasileiros acreditam que a vida piorou nos últimos meses


Diário do Centro do Mundo

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Pesquisa do Datafolha constatou que 72% dos brasileiros consideram que a vida deles piorou nos últimos meses.
É, entre tantas, uma razão do fracasso do movimento político, financiada por empresários, que levou à derrubada de Dilma Rousseff.

Segundo a pesquisa, divulgada hoje pela Folha de S. Paulo, os números são bem mais negativos do que os da última pesquisa do instituto, feita na primeira quinzena de abril.
Na época, 52% dos entrevistados opinaram ter havido deterioração no ambiente econômico —20 pontos percentuais a menos do que agora.
A expectativa para o futuro também não é boa.


Diferentemente de abril, quando os que demonstravam otimismo eram numericamente superiores aos que manifestavam pessimismo, agora os que afirmam que a situação vai piorar nos próximos meses somam 32%, contra 26% dos que acreditam em melhora da economia.
Quando os entrevistadores do Datafolha perguntaram sobre a situação econômica pessoal do brasileiro, as respostas também foram mais negativas em relação ao último levantamento —49% dizem ter passado por retrocesso (esse índice era de 42% há dois meses) contra 10% que declaram avanço.
Assim como a rejeição recorde ao governo de Michel Temer, o mau humor do brasileiro com a economia também é o mais alto na atual gestão.
Desde maio de 2016 o índice dos que avaliavam que a situação havia piorado estava na casa dos 60%, tendo caído para 52% no início de abril deste ano.
A atual percepção popular encontra eco no panorama traçado por especialistas do mercado financeiro.
O boletim Focus do Banco Central, que compila as previsões de consultorias e instituições financeiras, também mostra o aumento do pessimismo. No início de março, a aposta era a de que o país alcançaria uma taxa de crescimento da economia próxima de 3% até o fim deste ano.
O último boletim, do início deste mês, mostra cenário mais nublado: alta de 2,18% do PIB em 2018.
Madalena França.

Fernando Brito: Lula está vivo! Logo não tem herdeiros


Foto Ricardo Stuckert
Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – A longa e comovente carta (íntegra ao final) que Lula enviou de sua cela em Curitiba para os milhares de simpatizantes que foram ao lançamento de sua pré-candidatura à Presidência da República tem um sentido que só os tolos não perceberão: a condição de virtual vencedor de eleições presidencial faz com que ele só esteja disposto a conferir legitimidade, além de si próprio, a quem se disponha a ser governante sob sua liderança.

Liderança que não se trata, antes que se ache – e logo o acharão os "punhos de renda" sempre atentos a formalismos e a compreender autoridade como algo pessoal e não político – de uma projeção autoritária.
Lula não apenas invoca a memória popular de seu período, mas indica claramente os caminhos que deve seguir um Governo legítimo, que mereça o seu apoio e não prescinda de sua liderança política.
Que existe e está viva como nunca e, por isso, não pode ter herdeiros, mas intérpretes.
Está evidente que são estas as condições para que – e só depois de (e se) invibiabilizada sua própria candidatura ele põe como penhor de seu apoio. Sua libertação não é "ponto programático", mas a inevitável consequência de uma vitória eleitoral sob sua égide. Nada mais que o julgamento supremo, aquele expresso no mandamento constitucional de que todo poder emana do povo (e não do Moro) e em seu nome será exercido.
Se a vida não me faltar, vamos nos reencontrar

Há dois meses estou preso, injustamente, sem ter cometido crime nenhum.
Há dois meses estou impedido de percorrer o País que amo, levando a mensagem de esperança num Brasil melhor e mais justo, com oportunidades para todos, como sempre fiz em 45 anos de vida pública.
Fui privado de conviver diariamente com meus filhos e minha filha, meus netos e netas, minha bisneta, meus amigos e companheiros.
Mas não tenho dúvida de que me puseram aqui para me impedir de conviver com minha grande família: o povo brasileiro.
Isso é o que mais me angustia, pois sei que, do lado de fora, a cada dia mais e mais famílias voltam a viver nas ruas, abandonadas pelo estado que deveria protegê-las.
De onde me encontro, quero renovar a mensagem de fé no Brasil e em nosso povo.
Juntos, soubemos superar momentos difíceis, graves crises econômicas, políticas e sociais.
Juntos, no meu governo, vencemos a fome, o desemprego, a recessão, as enormes pressões do capital internacional e de seus representantes no País. Juntos, reduzimos a secular doença da desigualdade social que marcou a formação do Brasil: o genocídio dos indígenas, a escravidão dos negros e a exploração dos trabalhadores da cidade e do campo.
Combatemos sem tréguas as injustiças.
De cabeça erguida, chegamos a ser considerados o povo mais otimista do mundo.
Aprofundamos nossa democracia e por isso conquistamos protagonismo internacional, com a criação da Unasul, da Celac, dos BRICS e a nossa relação solidária com os países africanos.
Nossa voz foi ouvida no G-8 e nos mais importantes fóruns mundiais.
Tenho certeza que podemos reconstruir este País e voltar a sonhar com uma grande nação. Isso é o que me anima a seguir lutando.
Não posso me conformar com o sofrimento dos mais pobres e o castigo que está se abatendo sobre a nossa classe trabalhadora, assim como não me conformo com minha situação.
Os que me acusaram na Lava Jato sabem que mentiram, pois nunca fui dono, nunca tive a posse, nunca passei uma noite no tal apartamento do Guarujá.
Os que me condenaram, Sérgio Moro e os desembargadores do TRF-4, sabem que armaram uma farsa judicial para me prender, pois demonstrei minha inocência no processo e eles não conseguiram apresentar a prova do crime de que me acusam.
Até hoje me pergunto: onde está a prova?
Não fui tratado pelos procuradores da Lava Jato, por Moro e pelo TRF-4 como um cidadão igual aos demais.
Fui tratado sempre como inimigo.
Não cultivo ódio ou rancor, mas duvido que meus algozes possam dormir com a consciência tranquila.
Contra todas as injustiças, tenho o direito constitucional de recorrer em liberdade, mas esse direito me tem sido negado, até agora, pelo único motivo de que me chamo Luiz Inácio Lula da Silva.
Por isso me considero um preso político em meu país.
Quando ficou claro que iriam me prender à força, sem crime nem provas, decidi ficar no Brasil e enfrentar meus algozes.
Sei do meu lugar na história e sei qual é o lugar reservado aos que hoje me perseguem.
Tenho certeza de que a Justiça fará prevalecer a verdade.
Nas caravanas que fiz recentemente pelo Brasil, vi a esperança nos olhos das pessoas. E também vi a angústia de quem está sofrendo com a volta da fome e do desemprego, a desnutrição, o abandono escolar, os direitos roubados aos trabalhadores, a destruição das políticas de inclusão social constitucionalmente garantidas e agora negadas na prática.
para acabar com o sofrimento do povo que sou novamente candidato à Presidência da República.
Assumo esta missão porque tenho uma grande responsabilidade com o Brasil e porque os brasileiros têm o direito de votar livremente num projeto de país mais solidário, mais justo e soberano, perseverando no projeto de integração latino-americana.
Sou candidato porque acredito, sinceramente, que a Justiça Eleitoral manterá a coerência com seus precedentes de jurisprudência, desde 2002, não se curvando à chantagem da exceção só para ferir meu direito e o direito dos eleitores de votar em quem melhor os representa.
Tive muitas candidaturas em minha trajetória, mas esta é diferente: é o compromisso da minha vida.
Quem teve o privilégio de ver o Brasil avançar em benefício dos mais pobres, depois de séculos de exclusão e abandono, não pode se omitir na hora mais difícil para a nossa gente.
Sei que minha candidatura representa a esperança, e vamos levá-la até as últimas consequências, porque temos ao nosso lado a força do povo.
Temos o direito de sonhar novamente, depois do pesadelo que nos foi imposto pelo golpe de 2016.
Mentiram para derrubar a presidenta Dilma Rousseff, legitimamente eleita.
Mentiram que o país iria melhorar se o PT saísse do governo; que haveria mais empregos e mais desenvolvimento.
Mentiram para impor o programa derrotado nas urnas em 2014.
Mentiram para destruir o projeto de erradicação da miséria que colocamos em curso a partir do meu governo.
Mentiram para entregar as riquezas nacionais e favorecer os detentores do poder econômico e financeiro, numa escandalosa traição à vontade do povo, manifestada em 2002, 2006, 2010 e 2014, de modo claro e inequívoco.
Está chegando a hora da verdade.
Quero ser presidente do Brasil novamente porque já provei que é possível construir um Brasil melhor para o nosso povo.
Provamos que o País pode crescer, em benefício de todos, quando o governo coloca os trabalhadores e os mais pobres no centro das atenções, e não se torna escravo dos interesses dos ricos e poderosos.
E provamos que somente a inclusão de milhões de pobres pode fazer a economia crescer e se recuperar.
Governamos para o povo e não para o mercado.
É o contrário do que faz o governo dos nossos adversários, a serviço dos financistas e das multinacionais, que suprimiu direitos históricos dos trabalhadores, reduziu o salário real, cortou os investimentos em saúde e educação e está destruindo programas como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, o Pronaf, Luz Pra Todos, Prouni e Fies, entre tantas ações voltadas para a justiça social.
Sonho ser presidente do Brasil para acabar com o sofrimento de quem não tem mais dinheiro para comprar o botijão de gás, que voltou a usar a lenha para cozinhar ou, pior ainda, usam álcool e se tornam vítimas de graves acidentes e queimaduras.
Este é um dos mais cruéis retrocessos provocados pela política de destruição da Petrobrás e da soberania nacional, conduzida pelos entreguistas do PSDB que apoiaram o golpe de 2016.
A Petrobrás não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular.
A Petrobrás tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo. Voltará a exercer papel estratégico no desenvolvimento do País, inclusive no direcionamento dos recursos do pré-sal para a educação, nosso passaporte para o futuro.
Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobrás, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social.
Sonho ser o presidente de um País em que o julgador preste mais atenção à Constituição e menos às manchetes dos jornais.
Em que o estado de direito seja a regra, sem medidas de exceção.
Sonho com um país em que a democracia prevaleça sobre o arbítrio, o monopólio da mídia, o preconceito e a discriminação.
Sonho ser o presidente de um País em que todos tenham direitos e ninguém tenha privilégios.
Um País em que todos possam fazer novamente três refeições por dia; em que as crianças possam frequentar a escola, em que todos tenham direito ao trabalho com salário digno e proteção da lei.
Um país em que todo trabalhador rural volte a ter acesso à terra para produzir, com financiamento e assistência técnica.
Um país em que as pessoas voltem a ter confiança no presente e esperança no futuro.
E que por isso mesmo volte a ser respeitado internacionalmente, volte a promover a integração latino-americana e a cooperação com a África, e que exerça uma posição soberana nos diálogos internacionais sobre o comércio e o meio ambiente, pela paz e a amizade entre os povos.
Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos.
Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato.
Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular.
É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.
Já mostramos que é possível fazer um governo de pacificação nacional, em que o Brasil caminhe ao encontro dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e dos trabalhadores.
Fiz um governo em que os pobres foram incluídos no orçamento da União, com mais distribuição de renda e menos fome; com mais saúde e menos mortalidade infantil; com mais respeito e afirmação dos direitos das mulheres, dos negros e à diversidade, e com menos violência; com mais educação em todos os níveis e menos crianças fora da escola; com mais acesso às universidades e ao ensino técnico e menos jovens excluídos do futuro; com mais habitação popular e menos conflitos de ocupações nas cidades; com mais assentamentos e distribuição de terras e menos conflitos de ocupações no campo; com mais respeito às populações indígenas e quilombolas, com mais ganhos salariais e garantia dos direitos dos trabalhadores, com mais diálogo com os sindicatos, movimentos sociais e organizações empresarias e menos conflitos sociais.
Foi um tempo de paz e prosperidade, como nunca antes tivemos na história.
Acredito, do fundo do coração, que o Brasil pode voltar a ser feliz.
E pode avançar muito mais do que conquistamos juntos, quando o governo era do povo.
Para alcançar este objetivo, temos de unir as forças democráticas de todo o Brasil, respeitando a autonomia dos partidos e dos movimentos, mas sempre tendo como referência um projeto de País mais solidário e mais justo, que resgate a dignidade e a esperança da nossa gente sofrida. Tenho certeza de que estaremos juntos ao final da caminhada.
Daqui onde estou, com a solidariedade e as energias que vêm de todos os cantos do Brasil e do mundo, posso assegurar que continuarei trabalhando para transformar nossos sonhos em realidade.
E assim vou me preparando, com fé em Deus e muita confiança, para o dia do reencontro com o querido povo brasileiro.
E esse reencontro só não ocorrerá se a vida me faltar.
Até breve, minha gente
Viva o Brasil! Viva a Democracia! Viva o Povo Brasileiro!
Luiz Inácio Lula da Silva
Madalena França via Tijolaço.

Hoje nos despedimos de uma pessoa muito especial: vá na paz amiga de fé

Que os anjos lhe receba no céu com muita festa, minha velha amiga   Você fará muita falta porque era luz ,colo,abrigo pra muita gente. Um se...