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terça-feira, 23 de abril de 2019

Recado de Lula: ‘Fui julgado por inimigos’


Madalena França
Os advogados Luiz Carlos Rocha e Emídio de Souza, em Curitiba, transmitiram um recado do ex-presidente Lula acerca do julgamento no STJ: ‘Fui julgado por inimigos’.
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Rocha explicou que os ministros do STJ são inimigos de classe. Segundo o defensor do ex-presidente, a luta de classe é real e ela se traduz com a prisão política do ex-ministro.
Para o advogado Luiz Carlos Rocha, a redução da pena para 8 anos e 10 meses é um avanço, porém, não resolve o problema da condenação sem provas e injusta.
O advogado Emídio de Souza, deputado estadual pelo PT de São Paulo, também esteve com Lula hoje à noite, após o julgamento na Quinta Turma do STJ.
“Deveria se pena zero porque não tem provas. Foi um julgamento político e o ex-presidente afirma que sairá [da carceragem da Polícia Federal de Curitiba] de cabeça erguida, apoiado pelo povo”, disse.
À militância presente na Vigília Lula Livre, em frente a PF, os defensores calcularam que o ex-presidente deixaria a prisão em setembro próximo — se prevalecer o resultado de hoje.
Resumo da ópera: Lula afirma que foi julgado por inimigos de classe e que só acredita no povo para tirá-lo do cárcere político.
Assista ao vídeo:

Deputados do PT defendem absolvição e liberdade de Lula


Madalena França Via Esmael Morais
 
Paulo Pimenta laranjal
O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), e outros integrantes da Bancada afirmaram nesta terça-feira (23) que a redução de pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) não deve ser comemorada e que o partido continua defendendo a tese da nulidade do processo.
A posição da Bancada coincide com a do ex-presidente, que, por intermédio do deputado Emídio de Souza (PT-SP), comentou que o julgamento da quinta turma do STJ no caso do tríplex não diminui a injustiça à qual ele está submetido. Emídio disse que nenhuma pena reduzida é justa para um homem que não cometeu crime algum. “Até aqui não tive direito a um julgamento justo”, comentou Lula, segundo seu advogado.
Segundo Paulo Pimenta, a redução da pena não é um tema a ser comemorado: “A única questão é o reconhecimento da pena exagerada, o que reforça nosso argumento sobre as questões políticas desse processo”, observou o líder do PT. Ele acredita que a defesa de Lula vai agora acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para abordar questões constitucionais.
“Vamos, naturalmente, recorrer ao STF porque há questões constitucionais, como a presunção da inocência, a jurisprudência sobre a dispensa da prova de um ato de ofício, o peso excessivo dado à palavra do delator, essas são questões que o STJ não examinou e nós queremos, no mérito, a declaração da nulidade do processo. É isso que vamos buscar no Supremo”, disse o líder, em entrevista ao O Globo.
No twitter, vários deputados e deputadas trataram do assunto. Carlos Zarattini (PT-SP) escreveu que “é um absurdo o julgamento”, pois Lula deveria ter sido absolvido, já que “não há provas contra ele. Essa redução da pena é boa, mas nós queremos é absolvição de Lula porque ele é inocente.”
Já Carlos Veras (PT-PE) recordou que Lula é um preso político e que a revisão da pena confirmou os “equívocos de Sérgio Moro e do TRF-4”. Mas ele lamentou o fato de o STJ não ter reconhecido a inocência de Lula, condenado por Moro sem provas, com base na surreal acusação de ter praticado “atos indeterminados” para supostamente favorecer uma empresa privada.
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) escreveu que “antes de qualquer coisa, não deveria haver qualquer pena para Lula”, um preso político, que tem de “sair desta prisão, mas com sua inocência reconhecida. É isto que o Brasil espera e é isto que Lula merece. Justiça!”
*Com informações do PT na Câmara

STJ fez “conta de chegar” para limpar a barra do STF


Madalena França via Tijolaço
O roteiro parece estar claro.
Com a confirmação da condenação de Lula no Superior Tribunal de Justiça, dá-se ao Supremo Tribunal Federal uma “saída honrosa”, embora, claro, sem a menor honra.
Agora, a tendência é que se reconheça a “legalidade” da prisão se esgotado o recurso no STJ, mesmo pendente recurso ao próprio STF.
Ao mesmo tempo, sob a pressão moral de ter de referendar uma ignomínia, a condenação de Lula sem provas, reduz sua pena, para que a adoção de um regime semiaberto – possivelmente até domiciliar – fique num horizonte visível.
Apascenta, assim, as almas vis que se acumpliciam a isso.
A exatidão da redução, para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, numa exatidão que revela o evidente “acerto” entre as “consciências”.
Quatro ministros, nenhum dia de diferença.
Na sala da sessão, só uma pessoa se ruborizou com o acordão. Mas estava imóvel, pendurada na parede.

Ao vivo: Julgamento de Lula no STJ


Madalena França via Esmael Morais
 
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julga, ao vivo, recurso da defesa do ex-presidente Lula no caso tríplex. Acompanhe ao vivo.
O colegiado examina agravo regimental apresentado pela defesa do petista que pede revisão da pena de 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Os advogados de Lula apresentaram à corte fatos supervenientes no caso do tríplex do Guarujá (SP) que ensejaram sua prisão há mais de 1 ano. A saber: 1- o fato de a Petrobras reconhecer que não é vítima de corrupção nos EUA; 2- executivos da OAS combinaram delação contra Lula mediante pagamento milionários; e 3- o STF entendeu recentemente que crimes comuns com conexão com os crimes eleitorais são de competência exclusiva da Justiça Eleitoral, qual seja, a lava jato não teria competência para condená-lo e prendê-lo.
Além desse fatos novos acima, a defesa do ex-presidente Lula aponta “crime impossível” em virtude da inexistência de vantagem indevida recebida da OAS.
A defesa pede, entre outras coisas, a anulação ou reforma do acórdão condenatório do TRF4, com o reconhecimento das nulidades processuais, ou a absolvição de Lula por injusta condenação. De forma subsidiária, pede o redimensionamento da pena do ex-presidente, com a sua fixação no mínimo legal.
Assista ao vivo:

Efeito Bolsonaro: BRF vai parar por queda na venda a árabes


 
A BRF, uma das maiores empresas brasileiras de alimentos, comunicou aos funcionários de Carambeí (PR) que pretende suspender a produção por 60 dias, a partir de junho, medida que pode chegar a até cinco meses.
Nesse período, os trabalhadores teriam de viver com seguro-desemprego. Se as vendas aos países árabes, principais compradores, não voltarem ao normal, cerca de 1.500 pessoas podem perder o emprego.
O secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de alimentação de Carambeí e Região, Wagner do Nascimento Rodrigues, explica que 90% da produção é vendida para o mundo árabe, com o chamado abate Halal, que segue preceitos muçulmanos.
Embora a empresa não declare os motivos do excesso de estoque, Wagner atribui à postura do governo Bolsonaro boa parte da perda de mercados.
“Na minha leitura, há reflexo da política externa do atual governo, da aproximação com Israel e por ter deixado de lado a política neutra que o Brasil tinha em relação aos conflitos dos árabes”, diz.
O sindicato fará assembleia para ver se os trabalhadores aceitam a proposta de suspensão das atividades.
A paralisação da unidade em Carambeí traz danos a toda a cadeia produtiva da região.
O deputado estadual Tadeu Veneri (PT) afirma que o risco de desemprego pode ser multiplicado por três, por afetar as famílias que fornecem frangos para o abate, a maioria da agricultura familiar.
“Para o Paraná foi terrível quando a BRF encerrou a planta de perus em Francisco Beltrão, 400 aviários da região foram fechados. Se parar a produção de frangos em Carambeí, muitos vão quebrar.
As informações são do Brasil de Fato.
Madalena frança via Esmael

EMPRESÁRIO É BALEADO E MORRE APÓS ASSALTO À CASA DELE EM ALDEIA


terça-feira, 23 de abril de 2019

Um empresário foi baleado, na madrugada desta terça-feira (23), durante um assalto à casa dele na Estrada de Aldeia, em Paudalho. Ele chegou a ser socorrido para um hospital no Recife, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Segundo o 20º Batalhão da Polícia Militar (BPM), Mário Cavalcanti de Gouveia Junior, de 75 anos, teria reagido à investida criminosa.
O empresário era dono do Parque Aquático Águas Finas, onde também fica a residência. O gerente do parque, Valdemir Bezerra, contou que, no momento do crime, estavam também na mansão a esposa de Mário Sérgio e dois funcionários, que não se feriram. A coleção de armas de Mário Gouveia e outros objetos foram levados.
Os policiais militares relataram que de 15 a 20 homens encapuzados chegaram pouco antes das 3h, em duas caminhonetes, e invadiram o parque. Houve troca de tiros. Segundo a PM, os criminosos estavam em busca de armas e dinheiro, levando diversos pertences do local. Nenhum dos bandidos havia sido localizado até as 7h30.
O gerente do parque afirmou que, além da casa do empresário, os bandidos vasculharam outras residências. A segurança do parque é feita diretamente por homens contratados diretamente pelo empresário.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados. O parque fica localizado no quilômetro 17 da Estrada de Aldeia.
(Com informações do G1)
As informações é do Agreste Violento

Reforma prejudica trabalhadores e já ameaça a democracia


Fonte:247
Postado por madalena França
PR | Mídia NINJA | Reuters
Diante da insistência da bancada de Bolsonaro-Guedes em avançar a proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça, forçando a aprovação de um relatório pífio que tenta embelezar um projeto carregado de mudanças destinadas a esmagar nosso  embrião de estado de bem-estar social, é preciso separar o importante do acessório, o conjuntural do duradouro. 
Num país onde a proposta é rejeitada por 51% a 41% da população e as centrais sindicais se unem em mobilizações contra o projeto, já está claro que o caminho escolhido para passar a reforma é o método clássico -- o ataque a direitos democráticos.
Com a finalidade óbvia de impedir o inevitável crescimento da rejeição popular, capaz de dar nova musculatura a protestos que apenas se iniciaram, o governo também manobra contra a Lei de Acesso à Informação para manter sob sigilo um conjunto de documentos que permitiria conhecer os fundamentos de seu projeto, desmascarando seu caráter regressivo. Sem disfarçar as intenções, burocratas envolvidos com a reforma alegam, numa arrogância típica de quem se atribui o direito de censurar debates que interessam a toda população, que é preciso "evitar interpretações equivocadas", num tema que possui "alta sensibilidade política e econômica". Também reconhecem que a divulgação pode "afetar a tramitação" da proposta -- cuidado que, vamos combinar, só preocupa a quem admite que o plano é fazer mudanças que não têm acordo dos principais interessados.  
Se a discussão do dia destina-se a examinar a constitucionalidade do projeto, questão básica para que seja apresentado  ao Congresso e votado numa segunda fase, em vez de arquivado para sempre, é preciso reconhecer que a proposta representa, em sua essência, um ataque frontal ao artigo 3 da Constituição.
Ali são definidos,  como "objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, a  erradicação da pobreza e a redução das desigualdades sociais e regionais." Vamos sublinhar. Os constituintes não atribuíram a tarefa da alcançar os "objetivos fundamentais" ao mercado, a investidores estrangeiros, muito menos a qualquer sistema de capitalização individual, que constitui o centro da proposta Bolsonaro-Guedes,  mas à "República Federativa do Brasil". A Constituição admite a existência de previdência privada, mas esclarece: de forma "complementar". 
Numa economia com desemprego estrutural, informalidade enorme e em crescimento, sem falar nos salários baixos, o Guedes-Bolsonaro atribui a cada trabalhador a responsabilidade de fazer sua própria poupança para a garantir a velhice.  Absurdo. O artigo 195, que define o financiamento da "seguridade social", universo que inclui a Previdência, diz, no inciso primeiro, que ela receberá recursos "dos empregadores, incidente sobre a folha de salários, o faturamento e o lucro". Para quem adora clamar aos céus sobre o "déficit da Previdência", a solução de Bolsonaro-Guedes é insanidade digna de hospício.
Quando a contribuição patronal, hoje, chega a 20% da folha, contra 10% para os assalariados, é fácil perceber, num cálculo de matemática simples, que a mudança irá multiplicar inúmeras vezes  a escala de excluídos e miseráveis, consumando uma derrota tenebrosa do "objetivo fundamental" previsto no artigo 3, da "construção de uma sociedade livre, justa e solidária."
A leitura de críticas devastadoras de economistas de um campo político que nada têm a ver com a oposição de esquerda a Guedes-Bolsonaro, como André Lara Rezende e João Sayad, mostra que as incongruências que fundamentam a política econômica do Planalto, aí incluída a reforma da Previdência,  atingiram um grau alarmante. 
Não é difícil, na realidade, compreender os interesses em jogo e as alternativas colocadas. Como diz um documento assinado pelas seis centrais sindicais do país como resposta ao relatório do deputado Marcelo Freitas:
-- "As centrais sindicais do Brasil reafirmam sua unidade e a total discordância com o relatório, uma vez que ele tem como objetivo principal o desmantelamento da proteção social duramente conquistada pelos brasileiros, como reconhece  o próprio governo, que 'poucos países emergentes foram capazes de estruturar' e que foi capaz de erradicar a pobreza entre os idosos. Esta 'nova Previdência' vai exatamente desconstruir a proteção social e jogar a velhice na miséria" .
 Alguma dúvida?

Lula pede para adiar “julgamento-surpresa” no STJ


A defesa de Lula pediu o adiamento do julgamento de seu recurso contra a sentença do triplex, colocado na pauta da sessão de hoje do Superior Tribunal de Justiça.
O motivo é que os advogados do ex-presidente souberam da data ao mesmo trempo que nós: à noitinha e pela imprensa.
A defesa, tanto quanto a promotoria, tem (ao menos, por enquanto) o direito de falar no julgamento.
Pior, havia solicitado formalmente ser avisada com antecedência sobre quando o caso iria à pauta.
Pior ainda, pedido que havia sido referendado pela Procuradoria Geral da República.
Tudo tem cara de arapuca, inclusive os engodos de acenarem com uma redução de pena.(Tijolaço)
Por Madalena França

Antes que o dia termine vai os parabéns para uma linda mulher na essência da palavra: parabéns Isabelle Brito!

  Uma pausa neste fim de tarde chuvosa para espalhar muitas gotas de amor,para minha moça linda, a pequena Belinha que se transformou na mul...