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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Mortes em Paraisópolis foram execução, diz presidente do Condepe


Publicado em 2 dezembro, 2019
Postado por Madalena França Via Blog do Esmael
Protesto em Paraisópolis na noite deste domingo (1°).
Para o Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe) de São Paulo, a versão oficial da polícia para as nove mortes ocorridas em Paraisópolis é “insuficiente” e “insatisfatória”. O presidente do Condepe, o advogado Dimitri Sales, acompanhou o protesto realizado neste domingo (1º) por moradores e familiares contra a violência policial e ouviu os testemunhos das pessoas que contrariam a versão da polícia. Ele também relatou a suspeita de que os corpos das vítimas não estariam sendo fotografados durante perícia realizada no Instituto Médico Legal (IML). Os laudos apresentados atribuem uma única causa para as nove mortes ocorridas, que teriam sido causadas por “asfixia mecânica”.
“A versão de que a polícia havia reagido e isso teria desatado numa correria que culminou com algumas pessoas sendo pisoteadas não é uma versão que satisfaz a essas pessoas, que repetiam insistentemente que tratou-se de uma execução. As nove mortes de Paraisópolis foram execução, num contexto de um massacre”, afirmou o advogado aos jornalistas Marilu Cabañas e Cosmo Silva, para o Jornal Brasil Atual, nesta segunda-feira (2).
Embora ocorridas num mesmo contexto, Sales diz que é preciso apontar a singularidade das mortes. Já a falta de imagens dos corpos que teriam sido pisoteados representariam o risco de extinção da materialidade de eventuais abusos cometidos pelos agentes policiais. “A Polícia diz que as pessoas foram pisoteadas. É preciso ter as imagens dos hematomas nos corpos para que se faça a investigação. Se foram pisoteadas, há marca de coturno?” Ele destacou a existência de vídeos que mostram policiais pisando nas pessoas.
Reportagem de Arthur Stabile e Fausto Salvadori, publicada na Ponte Jornalismo, mostra que policiais fizeram ameaças diárias aos moradores, após a morte do PM Ronald Ruas Silva, baleado na barriga durante uma troca de tiros, nas imediações de Paraisópolis. Mais de uma dezena desses moradores afirmaram suspeitar que a ação da polícia, que emboscou frequentadores de um baile funk, seria uma espécie de vingança das forças policiais.
A PM alega que alega que dois homens viajando em uma motocicleta teriam atirado contra policiais do 16º Batalhão da Polícia Militar Metropolitano (BPM/M) que realizavam uma operação na região. Os agentes teriam perseguido os dois até o baile , causando tumulto generalizado entre as mais de 5 mil pessoas presentes.
Diante do choque de versões e do indício de destruição de provas, o presidente do Condepe diz que a investigação do ocorrido não pode ficar a cargo desse mesmo batalhão. “Não cabe ao batalhão local fazer a investigação. É um caso terrível, de grande repercussão. Cabe à corregedoria da PM promover uma efetiva investigação.” Ao fim da apuração, que será acompanhada pelo Condepe, Sales defendeu a responsabilização dos envolvidos. “O Condepe vai atuar para pressionar as autoridades para que esse episódio seja desvendado na sua totalidade e os responsáveis, diretos ou indiretos – ou seja, quem deu comandou, organizou e executou a operação – possam, dentro dos marcos da lei, serem devidamente punidos.”
Discurso da morte
O advogado afirmou que o massacre de Paraisópolis é resultado de discursos que estimulam a letalidade policial, como aqueles adotados pelo presidente Jair Bolsonaro, que tem defendido o excludente de ilicitude – que impede a punição a agentes por mortes ocorridas em ação – para policiais e membros das Forças Armadas, e também pelo governador João Doria, que chegou a homenagear policiais envolvidos em ação que matou 11 pessoas numa tentativa de assalto a banco na região da Grande São Paulo.
“Não é possível que, em pleno século 21, a gente ainda conviva com massacres, chacinas e extermínios no estado de São Paulo. Temos uma responsabilidade legal e civilizatória de cobrar e exigir que essas mortes sejam apuradas, como uma espécie de recado para dizer que a letalidade policial e a impunidade não podem mais vigir no estado de São Paulo”, disse Dimitri Sales.
Duas horas depois de ter lamentado as mortes ocorridas em Paraisópolis o governador de São Paulo elogiou a política de segurança pública paulista, durante a solenidade de filiação do ex-ministro Gustavo Bebianno ao PSDB do Rio de Janeiro.
“Não há hipótese de uma comunidade, uma população, uma cidade, um estado ou uma grande região ter paz sem ter segurança. Em São Paulo, isso se faz com seriedade, com planejamento, com estruturação, com inteligência para permitir a ação preventiva do crime, com respeito aos policiais”, disse. “Hoje, São Paulo tem uma polícia preparada, equipada e bem informada.”
Ouça a entrevista completa no site da RBA.

Acidente com binomotor em SP não deixa sobreviventes em SP


Queda ocorreu em lugar de difícil acesso na Serra da Cantareira, na zona 

norte da capital paulista

acidente com uma aeronave na região da Serra da Cantareira, na zona norte de São Paulo, não deixou sobreviventes, de acordo com o Corpo de Bombeiros. O bimotor caiu na manhã desta segunda-feira, 2, em uma área de difícil acesso em meio a mata fechada.
Devido às dificuldades do resgate, os oficiais chegaram ao local no início da tarde desta segunda e encontraram apenas “despojos mortais”, segundo a corporação.
Para acessar o ponto exato do acidente socorristas desceram de rapel, com o auxílio de cordas, de um helicóptero. Oito equipes do Corpo de Bombeiros foram enviadas à Estrada da Santa Inês, na Serra da Cantareira.
Os bombeiros foram acionados após a Aeronáutica perceber a ausência do sinal do avião.
Fonte: Veja

Janjão poderá ser mais uma opção do Palácio em Bom Jardim diz o Blog do Agreste



O pré-candidato a prefeito de Bom Jardim, João Neto (Janjão), acompanhou a comitiva do governador Paulo Câmara (PSB) durante agenda em Limoeiro. O professor teve uma rápida conversa ao "pé do ouvido" com o gestor estadual. Notadamente, Janjão pode ser mais uma opção do Palácio do Campo das Princesas nas eleições municipais de 2020. Atualmente, o ex-prefeito Miguel Barbosa (PP) também circula como pré-candidato e tem mantido alinhamento com o ninho socialista.

Exonerado do cargo de secretário de Educação de Bom Jardim por divergências políticas, João Neto aproveitou a “demissão” para intensificar a pré-campanha. E pelo volume de postagens nas redes sociais, parece que gostou do movimento político. Janjão tem ouvido propostas de várias lideranças estaduais, mas ainda não bateu o martelo. Ele e Miguel seguem com os projetos pessoais, mas vale lembrar que não está descartada a possibilidade da unidade, ou seja, não será surpresa uma chapa Miguel – Janjão ou Janjão – Miguel.
Fonte : Blog do Agreste
Postado por madalena França

O governo não quer ler a Folha, mas quer escrever nela?


A Folha abre inexplicável espaço para que o carluxista secretário de Comunicação da Presidência ataque o jornal por ter criticado, num “editorial infame” o seu chefe Jair Bolsonaro, por não apenas sua censura a que a Folha seja lida nas repartições públicas – sim, é isso e não o preço de 60 ou 70 exemplares o grave nesta história – mas ter usado seu cargo para pressionar os anunciantes do jornal a excluí-lo de suas programações comerciais de publicidade.
Mas como, Brito, então você não é a favor de que todos possam falar o que quiserem?
Podem e devem, mas veículos de comunicação tem, por óbvio, a responsabilidade de que isso respeite os limites do decoro público e da coerência de ideias, sejam elas quais forem.
E o senhor Fábio Wajngarten viola a ambos, de maneira inaceitável.
Diz que o jornal defende “uma conspiração pela saída do presidente da República, num golpe contra as instituições” e a vontade dos brasileiros e, ainda mais grave, que “a Folha de S.Paulo se junta àqueles derrotados nas urnas em outubro passado, aos que tentaram matar o então candidato Jair Bolsonaro”.
Epa! Agora não é só não comprar o jornal, mas acusá-lo de estar junto com um louco feroz que esfaqueou o sr. Bolsonaro, como se criticá-lo fosse o mesmo que se meter numa tentativa de assassinato.
Est modus in rebus, há um limite nas coisas, dizia Horácio e a ideia segue valendo dois mil anos depois, do contrário estaríamos assumindo que se pode promover o nazismo, o autoritarismo, o racismo ou o extermínio porque isso seria “democrático”.
Além disso, há um ano, este mesmo senhor serviu-se da Folha, antes de ser chamado para dirigir a máquina de propaganda do governo federal, para dizer que “veículos de comunicaão fortes” vivem “de anúncios publicitários e/ou modelo de assinatura de conteúdo” e que são a garantia da “tão falada e desejada democracia”.
Portanto, na própria lógica do sr. Wajngarten, asfixiá-los, garroteando a um e a outro fator, significa pretender que não vivam e, por conseguinte, que não garantam a “tão falada e desejada democracia”.
Está nas redes, viralizado, o convite a retirar-se feito pela apresentadora Tonka Tomici, do Canal 13 de Santiago, ao advogado pinochetista Hermógenes Perez de Arce, quando este negou que tivesse havido tortura política sistemática na ditadura chilena.
O incidente, como mostrado há dias por aqui com a agressão física de Augusto Nunes, é um ensinamento de que chamar para espaços democráticos quem nega as práticas democráticas só é convite, apenas, para espetáculos antidemocráticos.
Se o senhor Wajngarten, como seu chefe, não quer ler e nem quer que leiam a Folha e, por um ato arbitrário e ilegal, determina isso ao Estado brasileiro, porque é que deve escrever na Folha, um jornal que, segundo ele mesmo, está junto do insano Adélio Bispo?
(Do Tijolaço)
Postado por Madalena França

Economia e aposentadoria fazem União perder servidores


Postado por Madalena França via magno Martins
Com freio nos concursos e aposentadoria recorde, União perde 24 mil servidores. Estimativa é que o Executivo federal feche o ano com 613 mil funcionários com menor contratação desde 2001.
Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
O Globo - Marcelo Corrêa

O governo fechará 2019 com o menor número de contratações de servidores em quase duas décadas. Até outubro, 9.784 funcionários haviam entrado no Executivo federal por meio de concurso público, segundo o levantamento mais recente do Ministério da Economia. Nesse ritmo, o total de ingressos este ano deve ser o mais baixo desde 2001.
Na prática, o número de servidores na ativa encolheu bem mais por causa do recorde no número de aposentadorias às vésperas da reforma da Previdência, promulgada no mês passado. Só nos primeiros dez meses do ano, foram 33.848. Assim, o saldo entre entradas e saídas de funcionários no Executivo federal está negativo em cerca de 24 mil trabalhadores este ano.
Aperto fiscal: Governo prevê economia de R$ 10,5 bilhões, em 2020, com corte de salário e jornada de servidor
Em dezembro de 2018, havia 630 mil. A estimativa do governo é que o quadro de servidores ativos feche o ano em no máximo 613 mil com o menor ritmo de convocação de concursados de seleções já realizadas ainda válidas.
Os dados compilados pelo GLOBO revelam o resultado da política de enxugamento do serviço público capitaneada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Para especialistas, a baixa reposição é importante para racionalizar gastos com pessoal. Entidades ligadas aos servidores alertam, no entanto, para o risco de comprometimento dos serviços prestados à população.
Em 2018, a União nomeou 13.360 novos servidores. Para alcançar esse patamar este ano, precisaria contratar mais de 3.500 funcionários até dezembro. Isso significaria quase dobrar o volume mensal de ingressos registrado até agora. Não é o que o governo pretende.
Fim da papelada: Com nova lei, empresas trocam cartórios por certificação digital
Segundo o secretário de Gestão e Desempenho de Pessoal do Ministério da Economia, Wagner Lenhart, o plano é apostar em digitalização de serviços, remanejamentos, reformulação de carreiras e terceirização, com a contratação de mais funcionários temporários, para conter o peso da folha nas contas públicas:
— É um trabalho de ganho de eficiência e produtividade, uma mudança de perfil de profissional e também, como é de conhecimento de todos, consequência de uma restrição orçamentária que faz com que a gente tenha um cuidado ainda maior na hora de fazer contratações ou nomeações.
Queda de 50% até 2030
O freio na contratação é uma das ações recomendadas por especialistas para reequilibrar o Orçamento. Há duas semanas, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado, projetou que o governo pode reduzir pela metade o total de servidores ativos, para 383 mil, se não repuser nenhum aposentado até 2030.
O órgão que mais perdeu gente em 2019 foi o INSS, que concede aposentadorias e outros benefícios a trabalhadores do setor privado. Até a última quinta-feira, 6.006 funcionários do órgão haviam se aposentado e só três haviam sido contratados. As saídas no instituto respondem por quase 20% de todas as baixas no funcionalismo federal neste ano. Com a debandada, o quadro de servidores na autarquia caiu de 29 mil para 23 mil.
Para evitar um apagão, o INSS recorreu à digitalização de serviços e remanejamento de pessoal dentro do próprio órgão. Hoje, dos 96 serviços prestados pelo órgão, 90 podem ser feitos pela internet ou pelo telefone. O número de funcionários dedicados apenas aos processos de pedido de benefício saltou de 2.751 para 6.686, mesmo com a redução no quadro geral. Isso foi possível com a redução do pessoal em áreas menos essenciais, como a administrativa. Não faltam queixas dos usuários, mas Renato Vieira, presidente do INSS, diz que essa transformação está aumentando a produtividade do órgão. Em outubro, foram decididos 977 mil pedidos de benefício, 49% a mais que os 655 mil processados em janeiro.
— Ninguém pode imaginar que, com menos servidores, a qualidade do serviço permaneça igual se nenhuma medida for tomada — diz Vieira.
Sindicatos criticam
A falta de contratações em outras áreas preocupa sindicatos ligados ao funcionalismo federal. Segundo Kléber Cabral, presidente do Sindifisco, que representa auditores da Receita Federal, o último concurso público para o órgão foi realizado em 2014.
— Em 2007, éramos 12 mil auditores fiscais. Hoje, pouco mais de 8 mil. A Receita está fechando unidades, delegacias e agências, não apenas por questões de restrição orçamentária, mas também por falta de pessoal. A galinha dos ovos de ouro vai acabar morrendo de fome — critica.
Maurício Porto, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa), reclama da dificuldade de convocação dos concursados aprovados em 2017. A seleção habilitou 547 candidatos, dos quais 247 foram para um cadastro de reservas. No último dia 21 de novembro, o Ministério da Agricultura recebeu autorização para nomear 100 desses aprovados, mas a categoria considera a reposição insuficiente.
— Hoje temos 2,5 mil fiscais em atuação, e o ideal seria 4 mil. É uma situação bastante crítica e um limitante para o crescimento do agronegócio e das exportações brasileiras — argumenta Porto.
Procurada, a Receita informou que a decisão sobre concursos cabe ao Ministério da Economia. A pasta disse que novos concursos estão suspensos e que a prestação de serviços à população não será prejudicada. O Ministério da Agricultura não respondeu.
Após Previdência: Entenda a reforma administrativa e as outras reformas que vêm por aí
Na avaliação do economista Raul Velloso, especialista em contas públicas, há espaço para cortes no funcionalismo e redução de gastos. O impacto fiscal de aposentados é baixo, porque eles continuam na folha de pagamento como inativos, mas a redução dos concursos tem efeito no longo prazo.
— Existe um trabalho para reduzir (o quadro) sem perder eficiência. A sensação é de que tem muita gente sobrando — diz Velloso.
Uma portaria editada pelo governo em julho do ano passado flexibilizou as regras para transferências de funcionários entre órgãos e estatais, liberando os deslocamentos sem a necessidade do aval do órgão de origem do funcionário. Para Lenhart, da secretaria de Gestão, todas as medidas de contenção da folha têm como objetivo reforçar uma mudança de cultura no funcionalismo:
— Havia uma cultura de olhar para a trás e não para a frente quando vai fazer concurso público. Se tinha uma carreira com 600 vagas e 200 saem, a tradição era pedir mais 200. Só que isso não significa que você vai conseguir atender aos desafios do futuro.
Impacto nos "concurseiros"
A política do governo de reduzir a folha de pessoal deve causar incerteza para quem está no chamado cadastro de reserva dos concursos. A contratação desses candidatos está sujeita a regras mais duras desde março deste ano, quando um decreto limitou os poderes dos órgãos de convocar.
Os concursos têm validade de dois anos, prorrogáveis por mais dois. Os editais determinam o número de vagas a serem preenchidas. Aprovados num concurso de 200 vagas, por exemplo, vão para a reserva a partir da posição 201.
Tramitação: Maia diz que, se tiver aval de juristas, Câmara vai enviar proposta para mudar regras do funcionalismo
Até março, o Ministério da Economia podia autorizar que órgãos convocassem até 50% mais que o previsto no edital. Agora, só 25%. Mas, segundo o secretário de Gestão, Wagner Lenhart, o plano do governo é não ir além das vagas previstas nos editais, contemplando apenas os que têm direito adquirido. O governo não tem estimativa de quantos estão nas duas situações. Cada órgão tem sua estatística.
A queda no número de contratações já colocou em alerta o mercado voltado para os chamados “concurseiros”. O advogado Marcos Kolbe, sócio de um escritório especializado, diz que a demanda por nomeações na Justiça aumentou:
— O escritório este ano voou. O problema é que existem vagas, mas estão precarizadas com temporários. Hoje, 70% dos processos são sobre isso.
O quadro forçou uma readaptação nos cursinhos. Segundo Arthur Lima, sócio do Direção Concursos, candidatos têm migrado para outras áreas do serviço público, como a Justiça. Ele lembra que seleções como a do INSS, que não ocorreu este ano, costumam atrair até 1 milhão de pessoas:
— Houve de fato diminuição no Executivo federal. O concurseiro precisou olhar para outras oportunidades. Um exemplo foi o concurso do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O número de inscritos na seleção deste ano dobrou em relação ao último, de 2014.

Incerteza na homologação de partido faz Bolsonaro falar em plano B

Madalena França via magno Martins

Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
Sem partido, Bolsonaro reduz apostas para eleições municipais de 2020
Presidente terá poucos candidatos a prefeito e deve usar outras legendas

O Globo
Sem ter certeza de que o Aliança pelo Brasil, seu novo partido, será homologado antes das eleições municipais, o presidente Jair Bolsonaro vem orientando os apoiadores que sonham chegar às prefeituras em 2020 a terem um plano B, buscando abrigo em alguma legenda para não ficarem de fora da disputa. O presidente tem prometido também, conforme relatos feitos ao GLOBO, que dará seu apoio a alguns poucos candidatos considerados de confiança e alinhados ideologicamente em cidades estratégicas.
Na avaliação de Bolsonaro e seu filhos, este é o momento em que é melhor "perder em quantidade para ganhar na qualidade dos candidatos". O pano de fundo dessa estratégia é evitar que se repita o que houve nas eleições do ano passado, quando vários candidatos a deputados e senadores se elegeram sob o manto do bolsonarismo pelo PSL , mas romperam com o presidente no racha envolvendo a crise com a legenda comandada por Luciano Bivar .

Bolsonaro: Não quero mais ler a Folha de São Paulo e Pronto!

Guerra – O alvo dos ataques de Bolsonaro não é mais a Globo, mas a Folha de São Paulo. Depois de cancelar assinaturas digitais em todas as esferas do Governo, partiu para o ataque. “Não quero mais ler a Folha e ponto final. O povo (bolsonariano)faz coro: “Nem eu, nem eu”, disse, ontem, nas redes sociais.
Da Coluna Do Magno
Postado por Madalena França

domingo, 1 de dezembro de 2019

O carnê do medo


Ingressamos no 11° mês – quase um ano – do período Bolsonaro.
Fosse apenas um sacrifício temporário, poderíamos estar fazendo como fazíamos, os “remediados”, com as prestações: já foram 11, só faltam 37, com as folhas na menos no carnê servindo de consolo ao tanto que ainda faltava pagar.
Mas não é assim e assusta mais o que não sabemos ainda ter de pagar do que aquilo que sabemos que a contabilidade democrática nos obrigaria a honrar.
Sim, porque o governo Bolsonaro é ruim de qualquer ângulo que se olhe: a economia estagnada, os direitos coletivos e individuais violentados, a dilapidação de nosso patrimônio, nossas riquezas naturais e do meio-ambiente, o acanalhamento das instituições, a brutalização do convívio social.
Mas o mais assustador é a impressão generalizada de que tudo o que é ruim possa piorar, com uma aventura autoritária da qual não faltam nuvens no horizonte para avisar-nos.
Sim, esta é a grande “obra” do governo Bolsonaro: o medo, o temor, a insegurança sobre o futuro da democracia, ainda que formal, que era cada vez menos conquista, com o passar dos anos, e cada vez mais uma condição natural.
Não é o que se ouve, como rojões malditos, nos mais recentes rugidos do poder? “AI-5”, “democracia responsável”, garantia da lei e da ordem, licença para matar?
Não é o que se percebe na substituição da organização política via partidos por uma falange miliciana, que não disfarça nas balas, no “trezoitão” e nos gritos histéricos?
Assusta, sobretudo, a fraca reação do organismo nacional a esta contaminação pelo vírus do ódio que assistimos e que nos deixa com a aterrorizante impressão de que o poder político é, agora, exercido pelo “Partido da Polícia”, que reúne juízes perseguidores, procuradores onipotentes e policiais intocáveis.
Como polícia e milícia sempre dividiram as áreas obscuras, é impossível saber até onde vão as cumplicidades, talvez tão longe que cheguem à Barra da Tijuca.
Olha-se o carnê do sacrifício e estão lá as 37 páginas. Mas o credor é fero e temos razão para crer que, alguma hora, aumentem-se as prestações e subam os valores a ser pagos.
(Do Tijolaço)
Postado por Madalena França

O terror da festa do Flamengo explica o horror de Paraisópolis


Postado por Madalena França
(Do Tijolaço)
Não aconteceu, por sorte, domingo passado, na festa de recepção ao time do Flamengo.
Mas no fim da madrugada de hoje, em Paraisópolis, o acaso não ajudou a evitar um desastre com a ação de uma polícia que, quando se trata de intervir em aglomerações populares, age com truculência, despreparo e sem medir as consequências do que está fazendo.
E as consequências são que, até agora, nove pessoas morreram pisoteadas pela multidão que corria das bombas de gás que se lançou sobre os frequentadores de um baile funk numa das ruas da favela.
Com ou sem “excludente de ilicitude”, estes policiais agem assim, também, porque sabem que haverá impunidade.
No G1, a história das vítimas descreve o que não pode, de maneira alguma, ser chamado de “garantia da lei e da ordem”:
A mãe de uma adolescente de 17 anos, ferida durante a confusão em baile funk na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo, disse que a menina levou uma garrafada na cabeça e um golpe de cassetete nas costas, dados por um policial.
Segundo a mãe da vítima, a polícia teria preparado uma emboscada contra os adolescentes que estavam no baile. Já a PM afirma que suspeitos atiraram contra policiais, dando início a uma perseguição.
É uma rua com 2 ou 3 saídas. Eles fecharam e coagiram. Atiraram com arma de fogo – não só com bala de borracha. Bateram com cassetete, fora (o uso de) spray de pimenta. Eles estavam só curtindo”, disse a mãe da vítima.
“Os policiais fecharam a rua. Teve corre-corre, pisoteamento de adolescente. Gás de pimenta, bala de borracha, e ainda estavam agredindo pessoas. Foi um policial que atacou garrafa de vidro na minha filha”, completou.
No texto, há outras narrativas semelhantes e é provável que a investigação do caso – se for, de fato, feita com seriedade – vá confirmar aquilo de que todos desconfiam: o uso imprudente, desproporcional e irresponsável da força.
Não é fácil, numa rua aberta, criar uma situação de pavor que levasse tantos jovens, com imensa mobilidade, a morrerem pisoteados num tumulto.
Agora pegue as cenas de bombas sendo lançadas em meio à multidão na festa do Flamengo e as transfira para algum lugar fechado e apertado.
Depois, o coronel-deputado quer ter o direito de fazer chilique quando encontra uma charge que retrata o desprezo da polícia à vida dos jovens negros favelados…
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Maria do Socorro: quem te viu, quem te vê


Madalena frança via magno Martins

Foto: Diuvulgação/via Correio 24 horas
Por Carlos Brickmann



Sabe a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria do Socorro, apanhada pela Operação Faroeste e detida por ordem do Superior Tribunal de Justiça? Em 2015, pouco antes de assumir a presidência do TJ, em Salvador, a desembargadora Maria do Socorro avaliou a Lava Jato: “Acho que o processo está sendo eficiente (...) a justiça está sendo feita e os culpados deverão ser punidos (...) O povo está carente de Justiça e temos que mostrar que estamos aqui para servir”.

Finalmente chegou o tão sonhado dia D em Orobó -PE

Reproducao Redes sociais  Postado por Madalena França