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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Candidatura de Lula deve ser registrada no TSE


O ex-presidente Lula tem o direito constitucional de pedir o registro de sua candidatura a presidente, e esse pedido precisa ser recebido e avaliado pela Justiça Eleitoral; constatação foi feita nesta quinta-feira, 14, pelo subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, e pelos advogados especialistas em Direito Eleitoral Geórgia Nunes e Ricardo Penteado; “Por que Lula não poderia apostar na sua absolvição [no processo criminal a que foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do apartamento tríplex] antes do final do processo eleitoral?”, questionou Penteado; “Isso seria negar ao cidadão o direito de postular algo fixado na Constituição”, afirmou Dino

247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o direito constitucional de pedir o registro de sua candidatura a presidente, e esse pedido precisa ser recebido e avaliado pela Justiça Eleitoral.
A constatação foi feita nesta quinta-feira, 14, pelo subprocurador-geral da República, Nicolao Dino, e pelos advogados especialistas em Direito Eleitoral Geórgia Nunes e Ricardo Penteado.
“Por que Lula não poderia apostar na sua absolvição [no processo criminal a que foi condenado a 12 anos e um mês de prisão no caso do apartamento tríplex] antes do final do processo eleitoral?”, questionou Penteado. “Em tese, até o final do processo pode ser que ele seja absolvido. Não dar chance a alguém que está preso por causa da execução antecipada da sentença de postular sua candidatura me parece absolutamente inconstitucional.”


Nicolao Dino concordou com Penteado: “Tenho dificuldade de imaginar que alguém seja irregistrável [eleitoralmente].” Ele ressalvou estar falando “em tese”. “Isso seria negar ao cidadão o direito de postular algo fixado na Constituição”, afirmou. Nicolao Dino foi o mais votado na lista tríplice enviada a Michel Temer para escolha do sucessor de Rodrigo Janot na Procuradoria Geral da República, em junho de 2017. No entanto, ele escolheu Raquel Dodge, a segunda mais votada, para comandar a PGR (leia mais).
Eles participaram de um debate sobre o que diz a legislação a respeito de candidatos inelegíveis, parte da programação de um congresso sobre direito eleitoral que ocorrer até esta sexta-feira em Curitiba.
A opinião dos três vai contra o que disse em maio o ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Gonzaga, um pedido de candidatura presidencial do petista pode ser rejeitado “de ofício” pela corte, sem análise do plenário, com decisão “praticamente no plano administrativo”.
“O Judiciário quer ditar novos rumos e uma nova ordem [fora do que está na Constituição], sem que ninguém lá tenha sido eleito, tenha sido escolhido pelo povo”, afirmou o advogado Ricardo Penteado. “A gente quer que as regras eleitorais purifiquem a prática administrativa. Isso não vai acontecer. Quem fará isso é o eleitor.”

Geórgia Nunes, que também é procuradora-geral de Teresina, lembrou que o prazo curto para registro de candidaturas, que se encerra um dia antes do início da campanha, coloca sobre todas as candidaturas o risco de cassação pela Justiça Eleitoral. “Não há candidatura que não comece sub-júdice”, afirmou.
Madalena França via Falando Verdades

Lava jato sofre derrota histórica no STF


 
O juiz Sérgio Moro e sua lava jato sofreram histórica derrota no STF, nesta quinta (14), com a decisão de que a condução coercitiva é inconstitucional e incompatível ao Estado Democrático de Direito.
A força-tarefa vinha usando e abusando das coerções coercitivas desde 2014. A mais célebre foi a que obrigou o ex-presidente Lula a depor na Polícia Federal, em março de 2016, embora ele não tivesse sido intimado ou se negado a depor.
Por 6 votos a 4, o Supremo impôs derrota à lava jato com os votos dos ministros Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Gilmar Mendes (relator), Celso de Mello e Rosa Weber.
Foram derrotados na votação Cármen Lúcia, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.
Madalena França via esmael.

Tradicional São João de Nazaré da Mata é suspenso.

Em nota prefeito Justifica falta de verbas. Será?

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Madalena França.

SURUBIM: Ajude o professor Adilson Ferreira no seu tratamento de saúde


Professor Adilson Ferreira e família
(Foto: Divulgação/Facebook)
Do SURUBIM NEWS
charlesnasci@yahoo.com.br

Nos últimos meses, o querido professor de matemática de Surubim, Adilson Ferreira, vem enfrentando problemas severos de saúde. Por ora, ele está no Recife recebendo tratamento fisioterapêutico e fonoaudiológico. Porém, o custo é muito alto. Desse modo, vários alunos, ex-alunos e amigos mobilizaram-se, criando uma conta no siteVakinha, direcionado para doações.

Ser solidário é preciso!
Por Madalena França via  Mais Casinhas

Rússia goleia na abertura da Copa


 

A Rússia bateu por 5 a 0 a Arábia Saudita no jogo de abertura da Copa do Mundo. A goleada ocorreu no estádio Luzhniki, em Moscou.
Os russos Gazinskiy, Cheryshev (duas vezes), Dzyuba e Golorin garantiram a goleada da estreia.
A cerimônia de abertura da Copa foi conduzida pelo presidente russo Vladimir Putin.
Madalena França via esmael.

Jornal do comércio de hoje, denuncia propaganda antecipada e irregular de deputados Pernambucanos; Orobó na Mídia...

O Jornal do comércio de hoje trás Orobó e o Hospital Severino Távora como Palco de Propaganda eleitoral antecipada.


Na Inauguração do Hospital severino Távora ficou em cartaz evidente a imagem do Ministro licenciado de Temer e candidato  a deputado federal, cotado para ser votado pelo prefeito e sua equipe, aqui em Orobó o Fernando Bezerra Filho.
O Gestor de Orobó tem dificuldade em seguir as leis  e por isso já teve seu mandato até caçado . Certo que recorreu e acabou vencendo. Mas não lhe serviu de lição. Continua com atos ilegais , como esse que pode ser lido na matéria abaixo.
Vejam:



Ainda não é tempo das sementes, mas eles já insistem  na colheita. Ainda não é hora de propaganda 
O que se faz quase todo dia na cidade de Orobó e nas comunidades por onde passam o prefeito e sua equipe. Este mesmo deputado já foi deslocado de Brasília para entrega de Kits escolares no município de Orobó com direito a discursos e muito mais.
Tem pessoa que é difícil   aprender com os próprios erros.

Por Madalena França.


Pré-sal, Embraer…Bye, Bye Brasil


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bye
Ontem, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para votar a venda das áreas do pré-sal classificadas como de “cessão onerosa” (as usadas quando da capitalização da Petrobras, em 2010, notadamente no megacampo de Franco) com suas reservas de mais de 5 bilhões de barris de petróleo.
Também ontem, a agência Bloomberg anunciou que  está praticamente fechado o acordo para a venda da Embraer para a Boeing, apenas fingindo que se deixará sob controle nacional a área de tecnologia militar de empresa, como se isso pudesse ser mais que um biombo para seu controle pelos interesses da gigante da aviação norte-americana e, claro, do seu governo.
Está claro para quem não fizer questão de se manter cego, que derrubar o governo eleito do Brasil nada tinha a ver com “pedaladas”, mas com “garfadas” sobre este país e suas riquezas.
Leiom num comentário de Facebook, a definição precisa: não se trata que quererem um “Estado Mínimo”, mas que este seja um “País Mínimo”.
Ratos têm cérebros miúdos, nenhuma alma, mas apetites vorazes.

Cai por terra a história de Moro não julgar tucanos porque não recebia denúncia

Cíntia Alves, Jornal GGN


Jornal GGN – Em meados de 2016, em passagem pelos Estados Unidos, Sergio Moro disse que não julgou casos relacionados ao PSDB porque investigações que atingem o partido não chegaram até ele em forma de acusação. Pois, agora, essa desculpa cai por terra.

Ontem (11), o juiz da Lava Jato desistiu oficialmente de julgar uma ação penal que atinge nomes do governo Beto Richa (PSDB), no Paraná. Para isso, alegou que está muito ocupado julgando os casos da Lava Jato derivados do esquema na Petrobras.
O argumento do juiz é questionável por dois motivos: primeiro porque ele tem encontrado bastante tempo para viagens internacionais. Foi, inclusive, duramente criticado pelo jornalista Kennedy Alencar por causa dessa sanha com holofotes. Em segundo lugar, há 7 meses era Moro quem fazia questão de abraçar a ação penal.


Em novembro de 2017, Moro argumentou que era o juiz prevento do caso porque vislumbrou o envolvimento de dois investigados da Lava Jato: Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran. Os dois teriam operado lavagem de dinheiro para os integrantes do esquema de corrupção que funcionou logo abaixo do nariz do governador Beto Richa.
Tacla Duran e Moro rivalizam publicamente desde que o ex-advogado da Odebrecht decidiu denunciar à imprensa a cobrança, por parte de Carlos Zucolotto (advogado e padrinho de casamento de Moro) de 5 milhões de dólares em propina, com a finalidade de “melhorar” um acordo de delação premiada com os procuradores de Curitiba.
Moro, numa dobradinha com o Ministério Público Federal, extraiu Duran – que é considerado um “foragido” na Espanha – do processo que envolve servidores do governo Richa com a desculpa de não atrasar o julgamento dos demais réus. O delator da indústria da delação premiada ganhou um procedimento paralelo. Isso ocorreu há cerca de 1 mês.
Leia também:
No documento assinado ontem, Moro não diz o que fará com este processo de Duran, mas manda sortear as acusações contra os agentes do governo Richa para outras varas em Curitiba.
No despacho em que se declara incompentente para julgar a denúncia, Moro resume as acusações: o grupo Triunfo, incluindo a Econorte (Empresa Concessionária de Rodovias do Norte), concessionária da exploração de rodovias federais no Paraná, teria efetuado propina a servidores de Richa.
Os beneficiados foram o então diretor do DER (Departamento de Estradas e Rodagens) Nelson Leal Júnior, Oscar Alberto da Silva Gayer e Gilson Beckert (ambos também do DER) e o ex-braço direito de Richa, o então chefe da Casa Civil Carlos Felisberto Nasser.
Nelson Leal é, segundo Veja, “homem de confiança de Richa”. O DER, onde era diretor à época dos fatos denunciados, é subordinado à Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), comandada por José Richa Filho, irmão de Beto.
José Richa, aliás, teria indicado Nelson Leal para o cargo no DER. Ele teria recebido um apartamento de luxo como pagamento de propina. Sua defesa é feita por uma das bancas mais atuantes na Lava Jato, dos advogados Tracy Reinaldet e Gustavo Sartor – o primeiro era sócio de Adriano Bretas.
Segundo Moro, na denúncia ainda constam “diversos crimes de peculatos e fraudes havidas na exploração das rodovias federais no Paraná, com a apropriação de recursos obtidos na concessão mediante a simulação de despesas fictícias.”
Para lavar o dinheiro que foi entregue em espécie aos agentes do governo Richa, o grupo Triunfo fez depósitos nas contas de empresas de Adir Assad, em valores que somam R$ 79 milhões. Dá para comprar mais de 30 unidades do triplex atribuído a Lula pela Lava Jato com este montante.
A mesma operação se repetiu em outros momentos com empresas de Tacla Duran, diz Moro, sem que existam provas de que o escritório do advogado tenha prestado serviços pelos pagamentos que somam quase R$ 6 milhões.

“Pela denúncia, a causa dos pagamentos subreptícios efetuados pelo Grupo Triunfo aos agentes públicos estaduais seriam favores por ele obtido na exploração das rodovias federais no Paraná. Da mesma forma, as condutas de peculato estariam relacionadas à apropriação de recursos obtidos na concessão mediante a simulação de despesas fictícias pela concessionária.”
Se o modus operandi da Lava Jato em Curitiba fosse aplicado neste caso, não estaria Beto Richa encrencado por manter e avalizar a indicação de funcionários da DER que praticaram irregularidades?
Madalena França via Falando verdades

Damous: “Por baixo da toga de Moro aparece a camisa do PSDB”


 
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O deputado Wadih Damous (PT-RJ) denunciou nesta quarta (13) a decisão do juiz Sérgio Moro – tomada em abril e somente agora revelada – de se arvorar dono das provas obtidas pela operação Lava Jato e impedir que os órgãos de controle – CGU, AGU, Banco Central, TCU, Receita Federal e CADE – ‘incomodem’ aos criminosos delatores que fizeram acordo para redução de suas penas. Damous denunciou, também, outra decisão de Moro: a de se negar a julgar o processo que envolve o governo Beto Richa: “Se Moro tirar a toga de justiceiro, por baixo vai aparecer a camiseta do PSDB”, afirmou.
A decisão de Moro visa a proteção aos delatores que não iriam querer fazer mais delações se incomodados pelos órgãos de controle, o que impede que esses mesmos órgãos cumpram suas atribuições legais. Damous cobrou da presidência da Câmara a instalação de CPI, já requerida, para investigar procedimentos ilegais da Lava Jato.
Segundo o deputado, o juiz não pode se negar a praticar a jurisdição. O juiz não pode escolher os processos que vai julgar ou não vai julgar. Não é escolha dele, são regras processuais que precedem a decisão do juiz. “Mas no Estado de Exceção do qual Sérgio Moro é prócer, aqui no Brasil, ele é o dono da jurisdição, ele é o dono do processo. Ele decide que processo vai julgar ou vai deixar de julgar”, apontou.
“Todos aqui sabem como Sérgio Moro lutou para ver reconhecida a sua competência na chamada operação Lava Jato nos casos envolvendo contratos de empresas com a Petrobras. Como ele, heroicamente, não aceitou as arguições de suspeição e impedimento. Ele que não tem isenção nenhuma para julgar os processos do presidente Lula, agora alega que não tem tempo para julgar e eu até acredito. Vive viajando para receber prêmios encomendados no exterior e de fato não deve ter muito tempo para julgar”, ironizou.
Para Damous, advogado e ex-presidente da OAB/RJ, chama a atenção o fato de Rodrigo Tacla Durán – ex-advogado da Odebrecht – ser um dos envolvidos no processo que Sérgio Moro não quer julgar. “Moro foge de Tacla Durán como o diabo foge da cruz. Tenho grande curiosidade de saber porque ele nutre esse terror com a simples alusão ao nome de Tacla Durán. Será pelo fato do advogado de Durán, Carlos Zucolotto, ter sido sócio da mulher de Moro? Será por que ele diz que há tráfico de influência na operação Lava Jato?”
No pronunciamento, o parlamentar também voltou a cobrar a Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, que se nega a investigar as acusações e revelações de Tacla Durán sobre todos esses procedimentos espúrios, ilegais e inconstitucionais da Lava Jato.
O deputado conclamou os jornalistas dos grandes órgãos de imprensa a entrevistarem Tacla Durán. “Faço aqui uma conclamação a todos os jornalistas dos grandes órgãos de imprensa brasileiros, jornais e televisão, por que vocês não entrevistam o advogado Tacla Durán? Por que essa blindagem em torno da operação Lava Jato? Não é notícia? Há tanta notícia aí absolutamente irrelevante e vocês não veem relevância nisso?”
Em tom de ironia, Damous disse que “a inefável Rede Globo de Televisão agora quer coagir os candidatos a responder à pergunta se vão ou não indultar o presidente Lula caso cheguem à presidência da República. É o cúmulo do absurdo, é o cúmulo do despautério, é o cúmulo do fascismo”, acusou o parlamentar.
Para concluir, o deputado reiterou: “Já que falei em indulto, quero dizer que o presidente Lula não quer indulto nenhum.”
Assista ao vídeo:
Madalena França via esmael.

Moro usa lei própria para blindar delatores criminosos; a lei brasileira não permite mas ele insiste


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O juiz Sergio Moro vai colecionando proezas comportamentais para um juiz de primeira instância. Como se não bastasse sua profusão de entendimentos jurídicos exóticos, ele mesmo se defende a si, numa espiral impressionista que poucos magistrados entendem. Ontem, Moro defendeu a própria decisão de blindar delatores, baseada na jurisdição americana.empresas e delatores que colaboram com os procuradores à frente das investigações. Assinado em 2 de abril, o despacho de Moro atingiu AGU (Advocacia-Geral da União), CGU (Controladoria-Geral da União), Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Banco Central e Receita Federal, além do TCU.

Na decisão, Moro não só bloqueou o uso de informações da operação em ações contra colaboradores como condicionou à sua autorização o prosseguimento de medidas que já tenham sido tomadas contra eles com base em documentos da Lava Jato, amarrando de maneira definitiva os destinos judiciais de delatores aos calabouços jurídicos da operação – e inviabilizando, com isso, quaisquer tentativas de outros órgãos investigarem delatores senão sob forte tutela e observação de seu juízo.

Isso chamou muito a atenção de magistrados, que veem na decisão uma forma autoritária e preocupante de proteger delatores que, a rigor, vem delatando apenas o que o juízo deseja ouvir, numa cadeia complexa de blindagens e condenações. O “espalhamento” das decisões de Moro tem feito com que ele seja mais relevante para a jurisdição brasileira do que o próprio STF (Superior Tribunal Federal).

“No despacho desta quarta, Moro afirmou que a blindagem é necessária para proteger empresas e delatores, e para não inviabilizar negociações com novos colaboradores. "Há uma questão óbvia, a necessidade de estabelecer alguma proteção para acusados colaboradores ou empresas lenientes contra sanções de órgãos administrativos, o que poderia colocar em risco os próprios acordos e igualmente futuros acordos", escreveu.

Segundo o juiz, "é inapropriado que os órgãos administrativos, que não têm aderido aos acordos [fechados pelo Ministério Público Federal], pretendam servir-se das provas através deles colhidas contra os próprios colaboradores ou empresas lenientes." Moro afirmou que sua decisão não impede que investigações conduzidas por outros órgãos prossigam, desde que as provas compartilhadas pela Lava Jato não sejam usadas contra os colaboradores."

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3915 visitas - Fonte: Brasil247

Por que tanta gente vai torcer contra a seleção brasileira na Copa?


No "país do futebol", um batalhão promete secar a seleção brasileira na Copa do Mundo pelos mais diversos motivos, que nada têm a ver com antipatriotismo

Por que tanta gente vai torcer contra a seleção brasileira na Copa
É normal, sobretudo em época de Copa do Mundo, ouvir de alguns amigos e familiares que 
eles não estão nem aí para a seleção. Que preferem torcer pelo time do coração, que estão
 mais preocupados com eleição. Também não é novidade o discurso de inferiorização e
 pessimismo em torno dos 23 selecionados, que, de certa maneira, reflete a descrença nos
 rumos do país, traduzido por Nelson Rodrigues como “o complexo de vira-lata”.

Isso sem contar os brasileiros que, por diferentes razões, escolhem apoiar outra seleção. 
Mas, às vésperas do Mundial na Rússia, é impossível ignorar que o índice de rejeição e impopularidade da seleção brasileira atingiu patamares raramente observados. Muito além 
das reações de quem detesta futebol, esnoba o talento de Neymar ou só empunha a bandeira
 em nome do seu clube, há gente de sobra disposta a secar, amaldiçoar e torcer contra o
 time que um dia foi o símbolo de orgulho da nação.
Para quem gosta de bola e de Copa, chega a ser irritante escutar sermões do tipo “o país 
nessa situação e o povo preocupado com futebol”, “só querem saber de pão e circo”, 
enquanto você grita gol, estão roubando nosso dinheiro em Brasília”, “que o Brasil caia na
 primeira fase”, “que venha outro 7 a 1” e por aí vai… Porém, o descrédito popular que tem
 colocado em xeque o poder da seleção de mobilizar massas e unificar a identidade nacional
 a cada quatro anos não é fruto exclusivamente do mau humor dos que não enxergam a 
poesia que emana dos gramados. As causas transcendem o campo de jogo.
 que não se interessam por futebol no país aumentou de 31% para 41% em relação a 2010,
 quando a seleção ainda era comandada por Dunga. Praticamente o mesmo percentual de
 brasileiros que desprezam a Copa do Mundo.
Chama a atenção que, no “país do futebol”, de acordo com pesquisa da MindMiners, 54% dos 
torcedores consultados dizem acreditar que uma eventual conquista do Mundial pela seleção
 não vai melhorar a autoestima do brasileiro. E o mais sintomático: 58% entendem que os 
episódios que levaram ao indiciamento dos três últimos presidentes da Confederação 
Brasileira de Futebol (CBF) afeta, de alguma forma, a vontade de torcer pela seleção.
Tempos atrás, as suspeitas de ilícitos envolvendo cartolas eram tratadas como folclore no
 Brasil. Até que uma investigação do FBI desatou o Fifagate e implicou figuras como Ricardo TeixeiraJosé Maria Marin e Marco Polo Del Nero, menos de um ano depois do 7 a 1. Em 
compasso com os escândalos de corrupção na política, a entidade que controla nosso futebol
 sucumbiu na mão de dirigentes que, durante a Copa de 2014, exigiam patriotismo dos
 jornalistas e torcedores que criticavam as atuações do time de Felipão. E segue sem ter a
 exata dimensão de como a imagem associada a mandachuvas corruptos contribuiu para 
abalar a confiança dos brasileiros na seleção.
Seleção que, inevitavelmente, acabou castigada por seguidas administrações primitivas e
 nebulosas na CBF. Há décadas o esporte nacional é gerido à base da troca de favores,
 politicagem barata e interesses comerciais sustentados pela lógica da propina. Por mais
 vitoriosa que seja sua história em campo, não há instituição que passe incólume a tantas
 mazelas fora das quatro linhas. O que ajuda a explicar a perda de apelo não só da seleção
, mas do futebol brasileiro como um todo.
Desconsiderando os comerciais de TV que apelam ao ufanismo, é cada vez mais raro
 presenciar demonstrações de amor à seleção. O que também dá uma medida do ódio. 
Por trás dele, irrompem jatos de frustração e raiva represadas pelo legado às avessas que a realização da Copa deixou para o país. Dos estádios superfaturados ao vexame contra a 
Alemanha, tanto o cético em relação a futebol quanto o torcedor mais apaixonado
 amargaram alguma dose de ressentimento. Havia caminho para uma reconciliação ao
 menos afetiva após Tite assumir a seleção e resgatá-la do fundo do poço. Mas, ao longo
 dos últimos quatro anos, dirigentes da CBF estavam mais preocupados em se livrar dos
 escândalos de corrupção do que em reaproximar o “brasileiro comum” do futebol.
A elitização tomou conta dos estádios, torcedores mais pobres foram afastados das 
arquibancadas, e a seleção virou produto cobiçado por empresas e patrocinadores que não
 veem problema em atrelar sua marca a uma entidade devassada pelas denúncias de 
corrupção. No meio desse processo de distanciamento, a camisa amarela da seleção ainda 
sofreu com a apropriação por grupos de manifestantes que a utilizaram como instrumento 
político. Neste cenário de Fla x Flu ideológico, uma parte da população agora sente ojeriza 
pelo uniforme com o escudo da CBF. Rejeição que, para muitos, se estende à seleção. Pela
 primeira vez no período democrático, o Brasil acompanhará uma Copa diante de tamanha polarização das correntes políticas, já que, em 2013, nos protestos que antecederam a Copa
 das Confederações, e em 2014, nas manifestações contra o megaevento, a pauta de
 reivindicações era bem mais difusa e menos identificada com determinada ala de militância.
Entre o apreço e o desdém por símbolos nacionais, a crise de credibilidade da seleção 
brasileira também respinga nos jogadores. A maioria deles joga no exterior, tem poucos
 vínculos com torcedores locais – algo acentuado pela falta de empenho da CBF em
 promover jogos com preços acessíveis no país – e falha ao não se esforçar para romper
 o estigma de cidadãos alienados, que, sob o status de personalidades globais, quase 
sempre resumem engajamento social a ações de caridade. Naturalmente, uma hora ou 
outra, torcedores como os que engrossaram o sarcástico protesto “um professor vale mais que o Neymar” se revoltam ao ver os ídolos reduzidos à figura de meros popstars.
Há quem interprete o desleixo pela seleção como um sinal de maturidade do brasileiro, que, supostamente, não se deixa mais enganar por “pão e circo” – como se fosse impensável 
conciliar a paixão pelo futebol com senso crítico. Todavia, é bem provável que, com o início 
dos jogos na Rússia, ainda mais se o Brasil mantiver o bom nível de atuação, o clima de 
Copa se espalhe tal qual em 2014, quando o grito de “não vai ter Copa” deu lugar a euforia
 nas ruas. Mas não resta dúvida de que os acontecimentos desde o Mundial passado,
 principalmente os escândalos de corrupção na CBF, arranharam a imagem do nosso futebol
 e, por tabela, a da seleção. Aquele que torce contra a pátria de chuteiras não é menos 
brasileiro que aquele que comemora fervorosamente cada gol anotado pelos comandados
 de Tite. Pois nada tem a ver com antipatriotismo.
O “torcer contra” é, acima de tudo, uma resposta dos que não se sentem representados 
pelas instituições que se apropriaram da seleção. Um direito tão legítimo quanto o de quem
 prefere torcer a favor, apesar das contraindicações.
Breiller Pires, ElPaís
Acompanhe Pragmatismo

Hoje nos despedimos de uma pessoa muito especial: vá na paz amiga de fé

Que os anjos lhe receba no céu com muita festa, minha velha amiga   Você fará muita falta porque era luz ,colo,abrigo pra muita gente. Um se...