Jair Bolsonaro e Mohammad bin Salman na reunião de cúpula do G20 em Osaka, no Japão Presidência da República/PR


Depois de ouvir as maravilhas sobre Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Jair Bolsonaro decidiu embarcar no dia 13 de novembro para participar da ExpoDubai.

O mandatário brasileiro se hospedará no Hotel Burj Al Arab, o mais luxuoso do mundo.

Temendo a repercussão negativa da farra no Oriente Médio, Bolsonaro despistou dizendo que a diária de R$ 22 mil será paga pelo príncipe saudita.

“Vou estar em Catar daqui a uns 10 dias. Vou ficar num hotel hiperluxuoso, a diária deve ser uns US$ 4 mil (cerca de de R$ 22 mil), mas vai ser de graça, pelo príncipe lá, ok? Até a primeira-dama vai querer ir, pô. O quarto é tão luxuoso que você não dorme. O povo ali na região, Catar, Arábia Saudita, os governos tratam a gente muito bem, têm um profundo respeito por nós”, driblou o presidente.

No mês passado, uma comitiva de 200 pessoas liderada pelo governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), torrou R$ 6 milhões em Dubai.

O valor gasto por Ratinho Junior chamou a atenção do país porque a farra ocorreu em um momento que pessoas em situação de fome extrema disputavam ossos e restos de açougue e, na melhor das hipóteses, assavam pé de galinha.

Paralelamente, no mesmo período, o governo federal mandou uma outra missão com 69 pessoas para Dubai ao custo de R$ 3,6 milhões.

Agora, daqui a 10 dias, será a vez de Bolsonaro –a exemplo de seu aliado paranaense– cair na faustosa ferra no Oriente Médio.