Publicado em 28/07/2019

Em comunicado oficial, o hospital confirmou a morte da atriz no fim da manhã.
“O Hospital Copa D’Or informa, com pesar, o falecimento da paciente Ruth de Souza, às 11h20 deste domingo”, dizia o comunicado.
Em 2019, Ruth foi homenageada pela escola de samba carioca Acadêmicos de Santa Cruz durante desfile da série A do Carnaval. O último trabalho da atriz na TV foi na minissérie Se Eu Fechar os Olhos Agora, também neste ano. Na história recriada por Ricardo Linhares a partir do romance original de Edney Silvestre, ela viveu Madalena. Idosa e abandonada, a personagem era ‘adotada’ pelos meninos Paulo Roberto (João Gabriel D’Aleluia) e Eduardo (Xande Valois) antes de ser assassinada de forma brutal e misteriosa.
Ruth de Souza nasceu em 12 de maio de 1921, no bairro do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Filha de um lavrador e de uma lavadeira, desde criança sonhava em ser atriz. Entrou para o Teatro Experimental do Negro e fez história ao ser a primeira atriz negra a apresentar no Theatro Municipal do Rio. Foi no dia 8 de maio de 1945, em O Imperador Jones, de Eugene O’Neil.
Em 1948, ganhou uma bolsa de estudos da Fundação Rockfeller e foi estudar na Howard University, uma universidade exclusiva para negros, em Washington. Nos Estados Unidos, estudou também na escola de teatro Karamu House, em Cleveland, Ohio.
A atriz também foi uma das pioneiras da TV brasileira. Participou de programas de variedades e musicais no início das transmissões da Tupi, até adaptar para a televisão, comHaroldo Costa, a peça O Filho Pródigo, que havia encenado no Teatro Experimental do Negro. A primeira novela foi A Deusa Vencida(1965), de Ivani Ribeiro, na Excelsior.
Ruth ajudou a abrir caminho para o artista negro no Brasil. Em 1968, foi contratada pela Globo para atuar na novela Passo dos Ventos, de Janete Clair. Na emissora, fez mais de 20 novelas. Em A Cabana do Pai Tomás(1969), de Hedy Maia, foi Tia Cloé, uma das líderes do movimento que levou à abolição da escravidão nos Estados Unidos dividido pela Guerra de Secessão.
Madalena França Via Esmael Morais
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