Barroso põe freio em Queiroga e Bolsonaro
Não há perfeição no judiciário. Há ao contrário razão em quem critica posições de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Marco Aurélio de Melo.
Decisões polêmicas não são poucas. Marco Aurélio soltou André do Rap. Gilmar Mendes mandou soltar três vezes Jacob Barata Filho, sem se julgar suspeito pela relação de proximidade.
Mas em um governo tão idiotizado, com tantos bobocas de plantão, às vezes é sesse Supremo tão inconsistente que sai a tábua de salvação dos que tem juízo.
Essa semana, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, deu mais uma prova de quão inconsequente, submisso a Bolsonaro e desalinhado com a vida é. Abriu mão da cobrança de passaporte vacinal dos vindos do exterior, diante de uma nova variante da Covid-19 e de uma nova onda da pandemia na Europa. Pior, parafraseando o presidente para agradá-lo, disse que é “melhor perder a vida que a liberdade”, de preferência a dos outros, ao falar de medidas de encontro à ciência.
Aí teve que entrar em campo o Supremo. O ministro Luís Roberto Barroso, determinou a obrigatoriedade de comprovante de vacinação para viajantes que chegarem ao país.
Segundo a decisão, estrangeiros sem comprovante vacinal não poderão entrar no Brasil. O ministro argumenta que monitorar a quarentena de milhares de viajantes tornaria a situação fora do controle e traria mais risco à população brasileira.
Em suma, diante de um governo tão desalinhado com a noção e bom senso, o Supremo, mesmo ele tão questionado, virou nossa tábua de salvação. Mesmo quem sabia reage com um “quem diria”…
Apulso
Com a proibição de acesso a espaços públicos no judiciário, estado e alguns municípios, aumentou a procura de negacionistas aos postos de vacinação. Ignorância se combate assim.(trecho da Coluna de Nill Junior)
Postado por Madalena França
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