
Uma briga fez com que o comerciante Rodrigo Silva, de 38 anos, não estivesse a bordo do bimotor PR-SOM que caiu em Paraty, litoral do Rio de Janeiro, na última quinta-feira. Entre as vítimas do trágico acidente estava a sua namorada, Maíra Panas, a mãe dela, Maria Hilda, o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), o empresário Carlos Alberto Filgueiras (dono do avião) e o piloto Osmar Rodrigues.
Incomodado com os boatos maldosos que circularam nas redes sociais de que Maíra fosse acompanhante de luxo, Silva disse a VEJA que ele também havia sido convidado para a viagem. E que só não foi porque se desentendera com Maíra dias antes. “Uma briga salvou a minha vida. Fizemos um ano de namoro na semana da morte dela”.

Rodrigo e Maíra moravam juntos há um ano na Vila Mariana, em São Paulo, e tinham planos de montar uma clínica de massoterapia — ela estava no segundo semestre do curso de fisioterapia. Nos últimos meses, ela conciliava a faculdade com aula de dança para crianças, a venda de sucos detox e as massagens. Atendia a maioria dos clientes em uma sala alugada pelo casal, mas também fazia atendimentos particulares, como no caso de Filgueiras, dono do luxuoso Hotel Emiliano. Segundo Rodrigo, Maíra havia sido a única que conseguira tirar a dor na coluna do empresário.
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